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E aí que eu estava aqui pensando até onde essas barricas de carvalho são interessantes pra gente, que gosta de vinho. Será que elas realmente conseguem trazer tanta coisa boa pro vinho que está na taça?

Quem nunca ouviu falar sobre elas em uma degustações de vinhos? Ou até mesmo nas dicas em que o consultor de vinhos dá a você no mercado. Elas são queridas, pois dão corpo e adicionam novos aromas ao vinho. Adicionando aromas, adicionamos complexidade. E quem não gosta de um vinho que chama atenção pela riqueza de aromas, certo?

Esta postagem serve pra você conhecer o verdadeiro papel da barrica de carvalho na maturação do vinho. Além, obviamente, de trazer as curiosidades que a gente tanto ama.

Porque usar barricas de carvalho?

Como dito acima, o casamento entre vinho e madeira deve ser bem pensado. O grande motivo por trás do uso das barricas de carvalho é o enriquecimento aromático do mesmo. O vinho escolhido para enfrentar 24 meses uma barrica de carvalho francês nova precisa ter a estrutura em seu “DNA”. Precisa ser um vinho de corpo, que resista a madeira e que aceite apenas um enriquecimento aromático e que não perca suas características próprias. Este seria um casamento perfeito. Sabe-se que de nada adianta por um vinho magro barricas de carvalho na esperança de “salva-lo”.

Quando se usa barricas novas e quando se usa barricas velhas?

O preço das barricas é algo que incomoda os produtores de vinho e influencia diretamente no seu preço. Da última vez que tivemos contato com esses valores, girava em torno de R$ 3.000 uma barrica de carvalho francês nova. Com a variação do dólar este preço deve ter subido algo em torno de 20%, atualmente.

As barricas de carvalho francesa custam em média, 1500 dólares para os produtores de vinho no Brasil, variando de acordo com a qualidade do carvalho.

Sendo assim, quando o objetivo é enriquecer aromaticamente o vinho, usa-se barricas novas, assim adicionaremos mais complexidade aromática e o que chamados de aromas empireumáticos, sim, vindo de fogo. Tostado, tabaco, grelhado, defumado, etc. O que acontece é que o interior das barricas, com o passar do seu uso, ficam protegidos por uma camada de cristais de tártaro, presente no vinho, o que impede o contato do mesmo com a madeira. As barricas não são descartáveis, mas perdem sua função com o tempo por causa desse detalhe. Por isso é positivo quando lemos “envelhecido em barricas de carvalho de primeiro uso”.

Já na utilização da barrica antiga, o que ela fornece ao vinho é apenas uma micro-oxigenação, alem do ‘resto’ do que sobrou dos usos anteriores. O preço é o grande fator que leva as vinícolas a utilizarem mais de uma vez o carvalho. Mas a lenta oxidação dá a possibilidade do vinho de aperfeiçoar e amaciar seus taninos, por exemplo.

O carvalho também tem taninos! A troca de taninos dentro da barrica

Sim, o vinho é um organismo vivo. Ainda em evolução dentro de uma garrafa, por isso ele passa por diversos estágios até morrer. Com a madeira, o mesmo acontece. O carvalho tem taninos, assim como o vinho. Há de existir um equilíbrio. Ao mesmo tempo em que sentimos o tanino do vinho, os taninos do carvalho podem ajudar ao mesmo um amadurecimento.

O carvalho dá ao vinho o que se chama de “taninos nobres”, diferentes dos que a uva tem em sua casca e bagaço. Esses taninos permitem adicionar adstringência e estrutura ao vinho.

Muitas vezes o vinho é envelhecido em barricas de carvalho para arredondar arestas, como taninos ainda muito verdes. Aquele gosto forte e herbáceo, odiados por uns e amados por outros. Isso pode acontecer quando a uva foi colhida ainda muito cedo, por motivos externos.

As barricas de carvalho passam por um processo de tostagem! Isso mesmo, fogo faz com que os açucares da madeira se caramelizem. Outro motivo para encontrarmos aromas de tostado no vinho.

E o tamanho da barrica de carvalho?

Influencia bastante! Se você já viu uma barrica de carvalho, sabe que ela é relativamente pequena. Cabe em média 300 garrafas de vinho em um barril, e quanto maior o contato desse líquido com a madeira, melhor o resultado. As pipas, aqueles barris enormes que a gente vê em algumas vinícolas não tem o poder que tem uma barrica de 225 litros, as comuns.

E se colocar alguns cascalhos dentro de um barril de inox, não vai pegar gosto e aroma?

Vai e é exatamente o que alguns produtores de vinho fazem. Principalmente os do novo mundo. Como o custo com o carvalho pode ser alto e são importados da França, os produtores colocam lascas dentro dos tanques de inox, que depois são removidas. O efeito é bem parecido, e se você não soubesse, nunca diria que isso acontece, certo? Vale lembrar que o método também é legal na França desde 2006.

Quais aromas eu posso esperar de um vinho com barrica de carvalho?

Bem, vários são os compostos do carvalho que adicionam aroma ao vinho. Atualmente se conhece em média 60 polifenóis diferentes, sendo o mais importante a baunilha. Com o tempo, você vai conseguir identificar, além de baunilha, tostados, pimenta, coco, cravo, tabaco, etc.

E aí, gostou do texto? Ficou alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo que a gente continua a conversa!