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  • Depois da fermentação do vinho, quanto açúcar devo acrescentar em 100 l para torná-lo suave?

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  • comecei fazer vinho pro meu consumo mas nunca coloquei açúcar , só o açúcar da uva mesmo, 60% de uva bordô e 40% uva rosada.

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  • Marcos Marcon
    David Elias
    7 nov, 2019 00:08

    Gostei muito da explicação. Apesar de não ter visto uma matéria desta antes eu já tinha a percepção de que o vinho suave é adoçado, isto porque sei que no processo de fermentação só se produz ácido e álcool com mutação de matéria e de sabor.

    Responder
    • Isso aí, David.

      Inclusive na produção de vinhos finos, as vezes a adição de açucar é feita quando a maturação da uva não alcançou o desejado. É um processo bastante comum, chama chaptalização. Em breve vou escrever uma matéria sobre esse assunto.

      Marcos.

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  • Adoro vinho e recentemente fui presenteado com uma garrafa de vinho do Porto, então comecei a estudar sobre vinhos e vi que é um universo muito extenso e que na verdade não conheço nada sobre vinhos, poderia me indicar algum curso para me aprofundar mais

    Responder
  • Marcos Marcon
    Ana Paula
    12 mar, 2019 13:03

    Boa tarde, Marcos Marcon.
    Poderia indicar alguns nome de vinho verdadeiramente suave doce? Estou iniciando no mundo dos vinhos, mas quero esse docinhos (tipo aqueles que lembram o vinha da santa ceia).
    Poderia me indicar alguns nomes?

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  • Olá!! Sou um produtor de vinho de mesa (colonial) e sempre fiz somente para meu consumo e de minha família. Aprendi a fazer com meu Pai e irmãos, além da colaboração de alguns vizinhos. Tenho recebido pedidos de alguns familiares e amigos para fazer um vinho suave, porém nunca fiz e não tenho certeza de com o fazer. Lendo a matéria, entendi que basta adicionar açúcar no vinho depois de pronto, ou quando ainda em sua maturação. É isso mesmo? Poderia me informar quanto de açúcar por litro deve ser colocado?

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  • quantas gramas de açúcar por litro para deixar um vinho suave

    Responder
  • Como contribuição, deixo aqui um texto esclarecedor sobre os vinhos de sobremesa:

    Vinho de sobremesa
    A arte de um vinho de sobremesa é muito mais complexa do que parece. Não se trata de colocar açúcar na bebida, senão de retirar a doçura natural da uva.

    No Brasil, é comum não beber vinho no final do jantar, porque muita gente não sabe que ele pode ser um excelente parceiro da sobremesa. Muitas pessoas, aliás, não conhecem o vinho de sobremesa, uma bebida especialmente elaborada para essa ocasião. Mais doces do que os demais, eles podem ser tintos, brancos, rosés ou espumantes. O que caracteriza um vinho de sobremesa é sua doçura, que é conseguida interrompendo o processo de transformação do açúcar em álcool. Diferentemente dos suaves, eles não recebem adição de açúcar depois da vinificação, contando apenas com o açúcar das próprias uvas.

    A variedade de vinhos de sobremesa é grande, por isso escolher não é muito fácil, mesmo para quem é expert. No entanto, duas regras básicas podem te direcionar. Primeira: ele deve ser mais doce do que o doce servido, ou, pelo menos, um não deve dominar o sabor do outro. Ou seja, ao serem consumidos juntos, um deve valorizar o outro, complementando-se perfeitamente. Segunda: faça a harmonização reconhecendo o elemento principal do vinho e da sobremesa. Por exemplo, em um doce de abacaxi, o vinho de sobremesa deve ter aromas cítricos.

    Engana-se quem pensa que o vinho de sobremesa, por ser doce, não é valorizado: há quem os considere um verdadeiro néctar dos deuses. Na maior parte das vezes é produzido com uvas brancas, como a Riesling, na Alemanha, e a Muscat e a Sauternes, na França. O Sauternes, inclusive, é um dos vinhos mais prestigiados e valorizados que existem. Hungria, Itália, Chile, Brasil e Austrália completam o quadro dos maiores produtores de vinho de sobremesa.

    Há três formas de se conseguir o adocicado especial dos vinhos de sobremesa. Primeiramente, temos a colheita tardia. Como o nome já diz, esse processo constitui em só colher as uvas após o estágio pleno de maturação, quando a uva começa a desidratar no pé e a concentrar açúcar. Produzido através desse processo, o francês Banyuls é um vinho de sobremesa tinto adequado para acompanhar chocolate, por exemplo.

    Outro processo é a passificação. Nesse caso, as uvas são colhidas no tempo certo, mas depois são desidratadas em esteiras, ficando parecidas com uvas passas, com alta concentração de açúcar. O método é muito utilizado em regiões da Itália, como Vêneto e Sicília.

    O terceiro modo é a vinificação pelo fungo Botrytis Cineria. Esse fungo ataca naturalmente a uva, provocando a chamada “podridão nobre”, que desidrata a fruta através da casca. Vinhos de sobremesa feitos com esse processo são considerados os mais sofisticados do mundo, como o mítico Sauternes de Bordeaux. Esse método é usado em regiões da França, Hungria e Áustria.”

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  • Mas esse açúcar adicionado é o açúcar branco refinado de mesa??ou de algum processo excedente da uva?

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    • Marcos Marcon
      Marcos Marcon
      21 set, 2018 05:54

      Oi Pri!

      Infelizmente, geralmente é o açúcar refinado que conhecemos bem! E por sinal, faz mal pra saúde de consumido com qualquer outro alimento, pelo processo químico que ele passa para ser refinado. É uma prática comum em vinhos coloniais, infelizmente, para torná-os “suaves”. Não é tão diferente de quando aquela tia coloca uma colher de açucar no vinho seco pra deixar ele mais doce e “bebível”…

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  • Marcos Marcon
    Jandir Frozza
    30 jul, 2018 19:06

    Metabissulfito no mosto e na trnsfega é interessante?

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  • Caros Senhores, pediria gentilmente uma informação. Me tornei diabético e o médico me aconselhou a tomar meio copo de vinho por dia, mas lendo as especificações sobre os vinhos percebo que todos tem açúcar. Na opinião e conhecimento de vocês qual é o vinho brasileiro ( faço questão que seja nosso, pois acredito no Brasil) qual é o vinho que tem a menor quantidade de açúcar em seu conteúdo e que seja nacional , Muito obrigado pela ajuda

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    • Oi Antonio!

      É importante seguir as orientações médicas. Dito isso, não há evidentemente nenhum estudo científico que comprove esses benefícios, mas que sugerem que ele existe. É importante deixar de fora os vinhos demi-sec e os vinhos suaves. Procure por vinhos finos secos. A nossa legislação diz o seguinte:

      I – seco – o que contiver até quatro gramas de glicose por litro;
      II – demi-sec ou meio-seco – o que contiver superior a quatro e até vinte e cinco gramas de glicose por litro; ou
      III – suave ou doce – o que contiver superior a vinte e cinco e até oitenta gramas de glicose por litro.

      Portanto, é importante pra sua saúde que você consuma vinhos na primeira opção. Nós temos infindáveis opções de vinhos finos secos brasileiros. Na nossa seção de avaliação, a grande maioria são nacionais. Assim como você, nós também damos preferência para nossos vinhos. O Brasil tem um potencial incrível. https://www.vemdauva.com.br/categoria/avaliacoes/

      Responder
  • Marcos Marcon
    Geris Andrei Spadari
    3 jul, 2017 23:11

    Olá, sou um amante do vinho e estou produzindo em casa o vinho que consumo, mas na minha região só tem uva de mesa e eu gostaria muito de produzir um cabernet, merlot ou malbec, alguém saberia me informar se consigo algum fornecedor dessas uvas no RS, não precisa ser muito, é só para consumo da família, sem pretenções de comercializar. Também não é o interesse em baratear, mas sim pelo prazer de consumir algo que eu mesmo fabricarei.

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    • Oi Andrei!

      Esses vinhos produzidos com cuidado e carinho em casa muitas vezes ficam melhores que muitos rótulos famosos por aí! Eu indico pra ti o Viveiro Sinigaglia de Bento Gonçalves. Conversa com o Lucas Sinigaglia que ele vai te ajudar. O facebook deles é esse: https://www.facebook.com/viveirosinigaglia

      Depois manda uma garrafa dessa de presente pra gente! 😀

      Responder
  • Talvez já vocês tenham informado aos consumidores que os vinhos demi-sec ou meio seco também levam adição de açúcar.
    Nós viticultores brasileiros somos obrigados a informar no rótulo que o vinho é meio seco ou seco, conforme a lei brasileira, que é muito bom ao consumidor. O problema que enfrentamos é diversos vinhos importados e muito consumidos no Brasil são meio seco, porém o rótulo não dá esta informação, assim o consumidor considera que vinhos Chilenos, Italianos, etc sejam melhores devido ao clima, terroa, etc, sem se ater a este detalhe.
    Contra rótulos poucos leem.

    Responder
    • Oi Onévio! Te enviei um e-mail pra gente conversar um pouco melhor. Quem sabes me ajudas a fazer um outro artigo sobre a questão. Eu sempre achei que o açúcar do demi-sec nacional deveria vir da fermentação, como açúcar residual. Conversamos no e-mail! Abraço e obrigado por participar do debate!!

      Marcos.

      Responder
    • Marcos Marcon
      Mucio coutinho de jesus
      16 Maio, 2019 18:22

      Foi uma duvida gratificante. Entao nao existe. Vinho suave sem ser adoçicado.

      Responder
      • Marcos Marcon
        Marcos Marcon
        17 Maio, 2019 01:33

        Revendo agora a colocação do Onévio, acho que é isso aí mesmo Mucio, nenhum demi-sec ou semi seco não teria adição de açúcar.

        É um debate até interessante, porque a adição de açucar começa já no início do processo, muitas vezes a uva não tem açucar suficiente para produzir o volume de álcool necessário, e o enólogo é obrigado a adicionar açúcar que vai fermentar e se tornar álcool, em um processo chamado chapitalização, algo muito comum na indústria. Claro, nesse caso nós não estaríamos consumindo esse açúcar em forma de açúcar e sim em forma de álcool. Mas é interessante perceber que o açúcar pode entrar em vários processos durante a produção, não?

        E sim, já bebi vinhos chilenos e argentinos extremamente doces que, pra mim, seriam demi, embora eu não tenha enviado pra análise de quantas gramas de açúcar por litro o vinho tinha, mas é muito perceptível. Assim como o demi-sec nacional da Aurora, Marcus James, não é tão doce quanto eu achei que seria.

        Responder

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