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Para você entender melhor o tanino, vamos defini-lo como um dos pilares para um bom vinho tinto (enquanto a acidez é um dos pilares para um bom vinho branco). Nós falamos um pouco desse assunto em uma outra postagem, você pode aprender mais sobre o triângulo do vinho aqui. Todo vinho, para ser correto, precisa desses três pilares equilibradíssimos: taninos, acidez e álcool.

Os taninos podem ter um sabor amargo, causando certa estranheza na boca, quando ainda verdes ou em um ponto de maturação ainda não ideal. Quanto mais “verde”, mais amargo ele será. É daqui que pode vir o sabor herbáceo, de caule esmagado, presente em alguns vinhos. Além disso, outros elementos do vinho, tais como a doçura, podem mascarar a percepção de amargor.

Você vai sentir o tanino (como amargor ou como riqueza de textura em um vinho) principalmente na parte traseira da sua boca e, porém se a quantidade de tanino no seu vinho for alta, esta sensação pode se prolongar para o interior de suas bochechas e também em suas gengivas.

Dependendo da quantidade e natureza do seu tanino, você pode descrever um vinho tinto como adstringente, firme ou suave. Quando um vinho é muito adstringente, ele vira um vinho “tânico”.

Taninos também atuam como antioxidantes, um ponto muito importante para os produtores de vinho. Eles ajudam a preservar o líquido dos estragos causados pelo contato com o oxigênio (ar), e essa é a razão fundamental pelos quais tintos tendem a envelhecer mais e melhor do que os brancos, por conterem mais taninos. Com o envelhecimento do vinho em garrafa, os taninos amadurecem, ficando mais agradáveis ao paladar e mantendo seu vinho fresquinho como novo.

O efeito dos taninos no seu vinho tinto pode ser percebido quando ele interage com determinados alimentos ricos em proteína e gordura (tais como carnes e queijos).

Isso ocorre porque os taninos irão se ligar a outras proteínas presentes na sua comida. Vamos entender melhor? A nossa saliva serve para dissolver proteínas, tornar a deglutição mais fácil. Ela transforma as proteínas em partículas ainda menores. Os taninos do vinho evitam que isso aconteça, trabalhando de forma contrária, juntando as proteínas, dando mais textura e por consequência um sabor diferente na hora de experimentar algo com vinho. É dessa forma que harmonizações funcionam!

Desta forma, taninos também dão corpo e estrutura ao vinho, adicionando este efeito em sua boca. O tanino dará ao vinho uma espessura e densidade que não existiria caso eles não estivessem ali.

Alguns vinhos tintos, como Cabernet Sauvignon ou Shiraz, têm mais conteúdo de taninos do que outros (como um Pinot Noir ou Gamay). Se você se deparar com um vinho de gosto muito tânico, tente acompanha-lo com alguns alimentos gordurosos, como queijo ou carne gorda, uma vez que terá efeito sobre o sabor do vinho, como visto anteriormente.

DICA A partir deste conceito, você deve entender uma harmonização de Cabernet Sauvignon com Churrasco, por exemplo. Vinhos tânicos com comida forte, proteica e gordurosa = harmonização certa.
[su_icon_text icon=”icon: lightbulb-o”]Tanino sozinho não faz vinho.[/su_icon_text]

Quer saber mais sobre tanino? Escolha um item da nossa série sobre o assunto: