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As diferenças entre o vinho Malbec e o vinho Carménère

A variedade de vinhos existentes torna difícil escolher a melhor opção. Por isso, aqui, nós vamos aprender quais as diferenças entre o vinho Malbec e o vinho Carménère.

diferenças entre o vinho Malbec e o vinho Carménère

Crédito: Pura Wines.

Uma coisa que realmente pode ajudá-lo na hora de escolher um bom vinho é um pouco de conhecimento sobre o mesmo.

Por isso, separamos este artigo para falar sobre dois tipos de vinho bem populares, o Malbec e o Carménère.

Vinho Carménère é bom?

Desde a introdução da videira espanhola no século 16, o Chile passou a se tornar um dos produtores de vinho mais famosos do mundo.

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Embora muitas vezes tenha sido ofuscado por seus competidores europeus, o vinho chileno cresceu gradualmente na popularidade atual e hoje está disponível na maioria das prateleiras dos supermercados.

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Hoje, o Chile oferece mais de 20 diferentes tipos de uva, embora Cabernet Sauvignon e Merlot permaneçam os mais comuns.

Os agricultores chilenos também estão interessados ​​em experimentar diferentes uvas, e alguns agricultores estão crescendo as variedades Gewurztraminer e Viognier; No entanto, estes ainda não foram produzidos em grande escala.

Carménère era confundida com Merlot no Chile?

Uma das maiores reivindicações de vinhos do Chile é o seu raro cultivo da uva Carménère. No século 20, muitos especialistas em vinhos duvidaram dos vinhos chilenos que foram designados Merlot e Sauvignon Blanc.

Com o objetivo de chegar ao final disso, experts foram contratados para testar os vinhos e vinhas utilizados na produção.

diferenças entre o vinho Malbec e o vinho CarménèreOs resultados mostraram que o Merlot era, na verdade, uma antiga videira Carménère que havia sido trazida da região de Bordeaux e já havia sido considerada extinta, enquanto as vinhas do Sauvignon Blanc eram a videira de Sauvignonasse.

Desde então, os agricultores chilenos introduziram com sucesso as vinhas Merlot e Sauvignon Blanc, enquanto a França conseguiu reintroduzir a uva Carmenere.

Vinho Malbec é bom?

Malbec cresce praticamente em qualquer lugar. Você pode encontrá-lo na França, Chile, Brasil, Itália, Madeira, Portugal, Espanha, EUA, Austrália e Argentina, onde é a uva mais amplamente cultivada.

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Ela prospera em solos bem irrigados e bem drenados, mas produz culturas desiguais em anos inferiores aos ideais e é susceptível a podridão em condições frescas e úmidas.

Malbec também é muito sensível à geada. Três “lóbulos” distintos caracterizam as folhas do Malbec, sendo o lobo central o mais longo. As bagas Malbec são grandes, escuras e redondas, com cachos grandes e soltos.

Malbec cria um vinho tinto intenso e cheio de tinta, frequentemente usado em misturas. Misturado com Merlot e Cabernet Sauvignon, Malbec faz a mistura de Bordeaux conhecida como claret. Uma mistura comum do Vale do Loire compreende Malbec misturado com Gamay e Cabernet Franc.

Outra mistura comum tem Tannat adicionado. O amor argentino por potentes vermelhos tornou a Malbec uma especialidade nacional. Os Malbecs do novo mundo amadurecem para dar taninos ricos e suaves.

Então, quais as diferenças entre o vinho Malbec e o vinho Carménère?

Há uma série de diferenças entre esses dois tipos de vinho, por isso, vamos separar tudo em tópicos:

  • Cor
    A coloração do Malbec é bem intensa, um vermelho escuro quase preto. Enquanto que a coloração do Carmenere é um vermelho cor de rubi, a depender do modo de maturação é bastante intenso.
  • Aroma
    No geral, o aroma do Malbec lembra frutas vermelhas mas pode haver variações a depender do terreno onde a uva foi plantada e do local de origem do barril em que ele é conservado. O Carmenere também tem um aroma que lembra frutas vermelhas, sendo que quando é amadurecido na madeira, o aroma pode lembrar o chocolate ou até um charuto tostado.
  • Sabor
    A principal diferença entre os sabores desses dois vinhos está nos taninos. Carmenere possui taninos mais suaves do que o Malbec.
  • Local de origem
    Como já mencionamos, o Malbec é a especialidade na Argentina, enquanto que o Carmenere é uma especialidade do Chile. O que não quer dizer que tais vinhos não sejam produzidos em outros lugares.

Degustação as Cegas de um Malbec e um Carménère

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Um Malbec e um Carménère. Ele pode embalar os vinhos em papel pardo em em sacolas específicas para este fim, como a da foto ao lado.

Você pode fazer a brincadeira sozinho ou chamar os amigos. A segunda opção é sempre mais divertida, já que a opinião de alguns influencia e te deixa cada vez mais na dúvida. É um desafio a mais.

Antes de tudo, deixe que as pessoas avaliem os dois vinhos, e depois abra para discussão. É nesse momento que as coisas ficam interessantes.

Você vai perceber que nem sempre a tarefa é fácil

Se você tem amigos de diferentes níveis de conhecimento no muno do vinho, vai perceber que identificar as duas variedades – quando bem produzidas – pode ser difícil.

Eu fiz este teste recentemente. Os vinhos escolhidos foram similares ao mesmo estilo de teste que eu li em um blog americano. Escolhemos o Crucero Carmenere e o Malbec La Flor de Pulenta.

Como nós já suspeitávamos, ambos tinham aspecto e cor bem parecidos em taça. Um rubi-roxo forte, quase partindo para violeta.

O Malbec tinha uma tonalidade um pouco opaca, sem brilho, enquanto o Malbec era límpido e brilhoso. Ambos os vinhos tinham uma tintura forte, capaz de manchar um pouco da taça quando as lágrimas escorriam.

No nariz, ambos pareciam inicialmente semelhantes. O Carmenere tinha um defumado, que pode ter aparecido a partir de passagem por barrica.

Muita fruta vermelha e preta, como mirtilos. Já o malbec, tinha o a madeira mais pronunciada, com notas um pouco jovens – da fermentação malolática – e lembrava um pouco de ameixa.

A acidez de ambos os vinhos eram média e os taninos deixavam a desejar. Mas o Malbec ganhava com pequena diferença neste quesito.

Notas técnicas:

  • O Carmenere foi feito de uvas 100/5 cultivadas com fermentação em aço inoxidável e envelhecimento em carvalho francês por doze meses.
  • La Flor de Pulenta Malbec feita a partir de 100% de frutas da propriedade das videiras mais jovens e seis meses em barricas de carvalho francês neutro.

Conclusão

Agora você conhece um pouco sobre as histórias desses dois vinhos, bem como as principais diferenças entre ambos. Agora cabe a você, escolher o que mais lhe agrada para degustação.

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    Joana Darc Sanglard
    5 de março de 2021 21:45

    Eu gosto mto de tomar um bom vinho, e estou interessada conhecer melhor. Com um paladar mais apurado. Com sabor mais leve e menos encorpado.

    Responder
    • Uma boa dica são os Pinots da região da Patagônia. Se encaixa muito bem na sua definição. Embora não sejam tão fáceis de encontrar, grandes redes de supermercado geralmente tem alguns. Acertar um bom é a parte difícil mas também a parte mais legal. Como os americanos diriam, “the thrill of the chase”. A emoção da caça. Depois podes tentar ir pra merlos mais jovens, de safras recentes. Inclusive nacionais. Espero que encontre algo que feche no seu paladar! 🙂

      Marcos Marcon
      Editor
      Vem da Uva

      Responder
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    Joana Darc Sanglard
    5 de março de 2021 21:41

    Eu gosto mto de tomar um bom vinho, e estou interessada conhecer melhor. Não gosto de vinho doce. Como me aposentei me interresei conhecer melhor. Com um paladar mais apurado.

    Responder
    • Outra pedida são os Carménère, mas eu manteria no Pinot Noir, pra iniciar. Existe um Pinot Noir nacional da Salton, da linha Intenso que está ótimo pra quem está começando. Tente ver se você encontra em algum mercado onde você mora… Vale a pena e o preço é acessível.

      Marcos.

      Responder
  • Gosto de vinho ( não doce). Mas não entendo nada sobre o assunto agora que me aposentei estou tentando estudar um pouco. Para entender esse meu gosto maravilhoso por vinhos.
    Meu e mail: rosearboleda58@gmail.com

    Responder
    • Oi Rose, olha, é um ótimo passatempo também! Recebo centenas de pessoas exatamente na sua situação, procurando algum hobby novo e acabam caindo e se interessando pelo vinho! Seja bem vinda!! 🙂

      Marcos Marcon.

      Responder
  • Ótimas dicas!!! Adorei.

    Responder

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