Provavelmente você já ouviu falar sobre o duelo entre as tampas de rosca e as famosas rolhas. Afinal de contas, o que é melhor? A tampa de rosca só tira o “charme” de abrir uma garrafa de vinho? Vamos analisar alguns fatos. Mas será que o vinho sem rolha é pior que o vinho com…
Provavelmente você já ouviu falar sobre o duelo entre as tampas de rosca e as famosas rolhas. Afinal de contas, o que é melhor? A tampa de rosca só tira o “charme” de abrir uma garrafa de vinho? Vamos analisar alguns fatos. Mas será que o vinho sem rolha é pior que o vinho com rolha?
A rolha possibilita a micro-oxigenação do vinho, fazendo com que ele evolua com o tempo. Ou seja, o seu vinho vai evoluir mesmo depois que já estiver no mercado, tomando forma e adicionando novos aromas. Os taninos amadurecem, ficam mais redondos e suaves, além de outras mudanças químicas que levam seu vinho ao potencial máximo.
Quando encontramos rolha, significa que o vinho é de melhor qualidade?
Não, não significa. Pelo menos não é algo que você possa afirmar. Atualmente, temos vinhos jovens muito bons com tampas de rosca. O que pode-se pensar é que se a vinícola colocou uma rolha, é porque ela preza mais por aquele vinho.
É comum encontrarmos dois vinhos da mesma vinícola, o de entrada e algum outro mais sofisticados. O primeiro com tampa de rosca, e o segundo, com rolha.
Por que isso acontece? Porque o segundo vinho, comparado com seu anterior, é de melhor qualidade. Neste caso, analisando todo o contexto, podemos concluir que o segundo vinho é de maior qualidade, o que não tira o mérito do primeiro vinho, em sua proposta.
Quando o vinho é jovem, feito para consumo imediato, sem grande complexidade, ele não poderá ficar por muitos anos guardado, sendo assim, ele não precisa passar pela micro-oxigenação que a rolha possibilita. Este é o argumento de alguns enólogos para a não necessidade da rolha. Vinhos jovens devem ser consumidos, em média, em 3 anos – dependendo da uva.
Mas se o vinho ganhou alguma complexidade durante sua produção, por ser um vinho de maior qualidade, ele merece uma rolha. De forma simplificada, é assim que a vinícola pensa.
Vinho sem rolha, com tampa de rosca, é um golpe de marketing?
Não, não é. Há indícios de que a rolha seja realmente mais interessante para vinhos de guarda, como comentado. Ainda que tudo faça muito sentido, é bom lembrar que o consumidor brasileiro gosta de rolhas e não de tampas de rosca.
Uma pesquisa do IBOPE feita em janeiro desse ano, diz que o consumidor brasileiro, em especial os mais jovens, estão dispostos a pagar entre R$ 13,00 e R$ 15,00 a mais por um vinho cuja rolha seja de cortiça natural. Ou seja, rolhas sintéticas ou de rosca não são bem vindas. Vinho sem rolha? Não.
Interessante, certo?
Agora que você já sabe como a rolha influencia realmente no seu vinho, conte pra nós, você prefere vinhos com tampa de rosca ou com rolha? Comente abaixo!
