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Entendendo o que são vinhos de entrada

Em todo o mundo há uma enorme variedade de vinhos e vinícolas, dos mais variados portes. Para entender o mundo dos vinhos vamos mostrar aqui as diferenças dos vinhos de entrada e “vinhos premium”. Eu mesmo os nomeei assim, por falta de termo mais apropriado. Os vinhos de entrada são os vinhos que apresentam a vinícola ou marca – são vinhos baratos e de pouca complexidade.

Muita gente me pergunta. “Marcos, porque existem vinhos baratos e vinhos tão caros?”

A resposta é bem mais complexa do que parece, mas eu vou tentar explicar um pouco no decorrer desses quatro artigos que apresentei aqui. Comprando Vinho. Ele será dividido em Parte I, que é esta que você está lendo, Parte II – Linhas premium, Parte III – Reserva e Reservado e Parte IV – Rótulos Assinados, Reserva da Família e Rótulos numerados. Mas vamos por parte.

Há grandes vinícolas com enorme produção de vinhos, em volume. Dos mais simples e acessíveis aos mais sofisticados e mais caros. Vinhos que são produzidos em grande quantidade e complexidade de aromas e sabores, outros nem tanto. Em meio a essa diversidade, temos os vinhos de entrada, que nem por isso deixam de ser agradáveis e bons! É muito importante lembrar que vinho também vai do gosto pessoal.

marcus jamesVinhos de entrada tem a produção mais simples e de comercialização imediata, e são produzidos em larga escada. São vinhos que não passam por grande critério quanto a colheita do fruto. Vinhos de maior qualidade tem cachos e até frutos selecionados para tal, este é um dos motivos de apresentarem um produto final melhor. Os vinhos de entrada são vinhos jovens, as safras saem pras prateleiras já no ano seguinte da sua colheita, em muitos casos, e podem ficar nas prateleiras na média de 1 a 2 anos para um consumo próprio, pois devido a simplicidade não tem corpo nem estrutura para aguentar muito tempo, estão longe de serem vinhos de guarda, que aprenderemos mais em uma próxima postagem.

Vinhos de entrada, no geral, não tem passagem por madeira (não ficam em barricas de carvalho francês ou americano) e normalmente são produzidos em grande escala e já estão prontos para o consumo. São exemplares em que toda a safra terá o mesmo padrão, ou seja, mantém sempre o mesmo equilíbrio. Há, sim, diversos exemplares de vinhos de boutique onde o vinho de entrada já passou por barrica, nem que seja para aparar arestas e arredondar a maturação. Falaremos sobre isso em uma outra postagem, também.

Exemplos de vinhos de entrada

Listamos aqui alguns vinhos de entrada para você ter conhecimento:

  • Almadén Riesling, da Miolo;
  • Salton Classic Cabernet Franc;
  • Marcus James, da Aurora (na foto acima);
  • Don Bonifácio Suave Cabernet/Merlot
  • Toro Loco Tempranillo (eleito um dos melhores do mundo recentemente);
  • Aparados, da Villa Francioni, na Serra Catarinense.

A variedade é grande!

Em resumo, toda vinícola tem vinhos de entrada, são vinhos com preços acessíveis e mostram toda a jovialidade da fruta. As características da uva estão todas ali de modo primário, não existe contato com carvalho para dar complexidade ao vinho – e se há, serve apenas para arredondar a uva, que pode ter sido colhida ainda sem ter atingido a maturação total, o que influencia no resultado do vinho – a passagem por barrica pode suavizar esta característica. São vinhos, de certa forma, mais “simples”.

E aqui a gente termina a primeira parte dessa série de artigos. Deu pra entender um pouco? Restou dúvida? Pode comentar aqui embaixo ou entrar em contato pelo formulário no menu ali em cima! Eu sempre responderei seu e-mail, ok?