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Qual a Diferença: Vinho Reserva, Reservado e Gran Reserva?

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Eu aposto que você tem bastante dificuldade quando chega no supermercado e tenta encontrar um vinho pra levar para casa, estou certo? É uma dificuldade imensa. E quando você se depara com o Vinho Reserva e o Reservado, qual a diferença? Será que você está sendo enganado?

LEIA TAMBÉM:

O Que é Reserva e Reservado?

São muitos nomes, títulos, rótulos. E parece que eles fazem de tudo para enganar você, tudo para que você leve um vinho e não outro. E você está certo.

Antes de mais nada, você precisa entender que o vinho é um produto como qualquer outro. Sendo assim, passa por uma área de marketing e promoção depois de ser produzido. É responsabilidade desse setor da vinícola, vender a ideia daquele produto.

Assim como você vai no mercado e é enganado por um desodorante que tem uma linda embalagem mas não funciona, você pode ser enganado por uma linda garrafa.

Diferença entre Vinho Reserva e Reservado

Eu fiz este infográfico abaixo para você entender melhor, sem perder tempo lendo textos longos. É o básico que você precisa saber sobre diferença entre Vinho Reserva e Reservado.

diferença entre vinho reserva e reservado Quem nunca se deixou levar pelos maravilhosos títulos de xampu?

Antiqueda, com queratina, nova fórmula, assinado por fulano, ceramidas, cítricos, etc. São infinitos, tudo pra fazer com que você o leve. E as vezes nem é tão bom, certo?

O mesmo acontece com o vinho. Reservado, Reserva, Gran Reserva, etc. Por isso é bom você prestar atenção sempre.

Eu sempre tento fazer os textos aqui no blog para que você consiga identificar da melhor forma possível um vinho no mercado ou empório (ou onde quer que você compre seu vinho).

Sem passar dificuldade e conseguindo driblar essas pegadinhas de vendas em que você pode cair, pra sempre tentar chegar no vinho bom, bonito e barato.

As regras nos vinhos para outros países

É sempre bom lembrar que essa postagem é direcionada para os vinhos mais comuns aqui no Brasil, como os Chilenos e Argentinos.

Países europeus tem sua própria definição, e alguns, leis que regulamentam o uso.

Vinhos na França, Espanha e Itália

Nesses países, por exemplo, existem legislações que definem quanto tempo de maturação o vinho precisa ter para ser rotulado como Reserva. Geralmente 12 meses de barricas de carvalho e mais 24 em garrafa, nas caves.

Na Itália o termo “Riserva” é controlado por legislação e só pode ser utilizado quando um vinho foi envelhecido por pelo menos três anos.

Me conte o que você achou do infográfico, vai ajudar? Você quer ver mais como esses aqui no blog? Se você gostou, me conte!

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  • Ola Marcos! Gostei da matéria.
    Isso quer dizer então que os vinhos rotulados de “reservado’ ou ‘reseva” – Angentino ou Chileno – pode até ser inferior ou igual ao um outro vinho fino que não tenha esse rótulo, ou vice versa?
    Obrigado e parabéns pelo Blog e poste! Vai sempre ter alguém como eu querendo iniciar e conhecer o mundo do vinho. Essa bebida milenar e mágica. Pena que tem essa “marketização” do produto e, tambem, não temos uma legislação específica essa regulamente a questão.
    Uma outra dúvida, as uvas dos vinhos finos produzidos no Brasil são cultrivadas aqui mesmo no País. Exitem diferença entre de qualidade entre os vinhos finos produzigos no Brasil com os da Argentina e Chile?

    Responder
    • Oi Valmir! A última parte da sua pergunta dá uma nova postagem inteira. haha. Vamos por parte.
      Tua primeira pergunta, sim. Pode acontecer. Por exemplo, como você mesmo mencionou, nós não temos legislação nenhuma, então temos centenas de vinhos melhores que muitos “Reserva” chileno ou argentino. Agora, o Reservado é só pra enganar o povo frente a prateleira. Ali não tem regra alguma. Aqui no Brasil nós não temos regra, mas os produtores costumam usar a palavra Reserva pra um vinho de melhor qualidade. É relativamente comum, até porque o termo faz muito sentido. É um vinho que demora até sair pro mercado. Geralmente tem uma passagem por barrica, que só ali ele fica 6, 12 meses ou bem mais.

      A segunda parte da sua pergunta me deixa empolgado. Eu sou defensor da vitivinicultura nacional, acho uma pena nós termos nos acostumado tanto com argentinos e chilenos. Eu bebo 99% de vinho nacional hoje em dia. E sim, é tudo cultivado aqui, até porque trazer essas uvas de fora ou até mesmo o mosto, não daria certo. Sei de vinícolas que produzem a uva no Rio Grande do Sul e vinificam em São Paulo, mas é toda uma logística delicada. Uva vai fermentando no caminho, machucando com as batidas, etc. Deve ter uma perda de matéria prima alta.

      Eu já visitei algumas regiões viníferas no mundo (Napa Valley, Chile, etc). Bento Gonçalves e Pinto Bandeira concentram uma atração turística enorme e pouquíssimo explorada. Em 2019 morei um tempo lá, mas sempre que posso, vou pra lá pra poder encher a adega. Se você começa a conhecer os produtores menores, a entender o jeito e o amor com que a coisa é feita, você se apaixona.

      E claro, entramos no quesito terroir, claro. Chile por exemplo planta muita coisa em área semi desértica, o que acaba ajudando na produção em larga escala (e de menor qualidade quando falamos de QUALIDADE em maiúsculo. Não que os vinhos basicos deles sejam ruins, mas temos muita coisa melhor. A Serra Gaúcha e a Serra Catarinense pra mim são duas joias e estão produzindo coisas cada vez melhores. Por exemplo, em um solo sem chuva e perto de cordilheiras, é fácil aguar as videiras quando é preciso. Aqui nós não podemos nos dar a esse luxo. E o terreno das nossas Serras é pedregoso, fazendo com que a vinha tenha que “suar” pra alcançar profundidades onde ela vai achar nutrientes diferentes, que consequentemente vão ser transferidos pra fruta e, claro, pro vinho. Então sim, com certeza as nossas uvas são diferentes das uvas chilenas. Quer dizer, são vitis viniferas, claro, mas cada local vai dar um resultado diferente, entende? Inclusive tem uma foto de um mural nessa postagem aqui da Villa Francioni, na Serra de Santa Catarina que diz “abençoada sao as mãos que colhem as uvas”, porque o vinho é isso, vinho nasce na vinha, na videira. Sem uva boa, bem cuidada, manejada, podada quando precisa, colhida antes do tempo se for preciso fugir de uma geada, etc. Tudo vale, porque sem uva boa não tem vinho bom. 🙂

      Aqui tem uma postagem que eu tenho orgulho de ter produzido porque é bem completinha e fácil de entender: https://www.vemdauva.com.br/o-que-e-terroir).

      Espero que gostes e que retornes ao blog pra outras leituras!

      Grande abraço Valmir!
      Marcos Marcon.

      Responder
  • Ótimo e bastante didático!
    A melhor coisa é que você é objetivo e claro.
    Obrigada!

    Responder
  • Emérison Pereira
    25 de junho de 2017 18:22

    Excelente abordagem! Clara e objetiva. Eu até já li coisas mais completas, mas nunca com essa fluidez com que você apresenta. Parabéns!

    Responder
    • Bom dia Emérison!

      Muito obrigado pela força! Quando a gente pára para escrever algo, é sempre com esse foco em mente. Quando recebemos esse tipo de feedback fica muito claro que estamos no caminho certo! Muito muito obrigado!!

      Responder
  • Patricia Quintao
    11 de janeiro de 2017 21:19

    Muito bem explicado,estou adorando os post,estou aprendendo. Parabens. Adoro tomar vinho,mas nao sabia nada sobre o mesmo,alem de apreciar quero saber o que estou tomando.

    Responder

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