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O que você vai aprender neste texto sobre champagne e espumante:

  • Porque chamamos de espumante e não champagne;
  • Porque bebemos espumante no réveillon;
  • Tipos de espumantes para o réveillon;
  • Como servir um espumante no réveillon.

A primeira coisa que você deve saber sobre Champagne você provavelmente já sabe: Você não pode chamar qualquer vinho espumante de Champagne.

Essa denominação pode ser usada só se você gastou uns bons reais em uma garrafa que foi produzida na região de Champagne na França.

Se o vinho for espumante, ele é vinho espumante e só. Se for espanhol chama Cava e por aí vai. Aqui no Brasil chamamos espumante, nos EUA sparkling wine (que seria “vinho espumante”).

Esse é um daqueles assuntos sobre vinho que parece transformar todos em esnobes e que eu não quero gastar tempo falando sobre, porque eu acho que o seu tempo vale mais que isso, certo?

Agora que a gente saiu da parte tensa sobre esse assunto, vamos ao que interessa: As bolhas.

espumante

Espumante é atraente visualmente, isso a gente já sabe. Pouca coisa pode ser tão elegante quanto segurar uma taça na mão. A cor dourada, as perlages (ou bolhinhas) na taça, o modelo da taça. Tudo dá um ar de festividade, elegância e bom gosto. Mas não é só por qualquer coisa na taça que vira espumante.

Sidra, essa marota incansável. Essa bebida nada mais é que um fermentado de maçã, nada tem a ver com uva, champagne ou espumante. Ficou claro?

Não vou proibir ninguém de beber sidra no réveillon, se você só quer algo borbulhante pra estourar uma rolha, vai em frente! Eu até recomendo.

Por Que Bebemos Espumante no Réveillon?

Vou tentar resumir a história, mas tudo tem a ver com a nobreza. Champagne era um vinho como qualquer outro, porém no transporte para os locais de consumo outra fermentação começava, já que eles eram transportados em barril, o dióxido de carbono liberado por ela e sob pressão “entrava” no líquido, criando as bolhas.

Logo a nobreza da França e de outros países próximos começaram a tomar gosto pela bebida, as classes mais baixas, querendo ser nobreza, começaram a consumi-lo também, porém não podiam pagar pelos altos preços do Champagne para o consumo diário, logo o hábito se tornou comum em datas especiais, como casamentos e obviamente, viradas de ano (com todo o mix de festa pagã, cristã, bebida alcóolica e comemorações).

Vendo o sucesso do Champagne, os produtores começaram a expandir o mercado, fato que foi facilitado pelo fato da região de Champagne ser banhada por rios importantes da França, e o transporte de mercadorias na época era basicamente fluvial.

Assim o champagne foi tomando todos os territórios da Europa antes de outros espumantes. Quem chega primeiro, fica. Com a expansão, em pouco tempo a bebida era consumida no mundo todo como referência a festividades.

espumante-1950

Luiz XV definiu o champagne como o primeiro vinho que poderia ser vendido em garrafas e não barris. Don Perignon melhorou o processo conseguindo lacrar as garrafas com rolhas e arame, o que fazia com que os espumantes aguentassem mais tempo, aumentando ainda mais o consumo.

Ao contrário do que se pensa e se divulga, Don Perignon não inventou o espumante. E assim se fez a importância do Champagne/espumante em festividades de ano novo.

Vou confessar pra você que eu tinha prometido a mim mesmo contar toda essa história em 2 parágrafos, mas não consegui.

Tipos de Espumante e Qual Escolher Para o Réveillon

  • Moscatel
    O querido de todos, por ser de fácil consumo e extremamente doce. A uva se adaptou bem ao Brasil e ótimos espumantes dessa variedade podem ser encontrados por 20 e alguns reais.
  • Demi-sec
    Equivalente ao meio doce, você pode tentar experimenta-lo caso você queira uma bebida um pouco mais robusta e menos enjoativa que o moscatel, mas ainda de fácil degustação.
  • Brut
    Geralmente os amantes de vinho dão uma curtida quando um “Brut” aparece na mesa do réveillon. Mais excêntrico e com mais personalidade que os outros dois tipos de espumante, requer um paladar mais aguçado para que você volte a consumi-lo. Seria o equivalente ao vinho “seco”.

1960s-wine-celebration-dp

Nos anos 60 o espumante já havia ganhado o mundo como a bebida para celebrações.

7 Dicas de Como Servir o Espumante no Réveillon

  1. Gele todas as garrafas com no mínimo uma hora de antecedência. Você precisa coloca-las no freezer, portanto, cheque se o espaço é suficiente. O espumante deve ser servido de 5 a 10 graus;
  2. Você não precisa estourar o espumante, esta é uma tradição extremamente comemorativa e nada tem a ver como o modo “correto” de tomar um espumante. Faça isso com algo mais barato porque você vai perder bastante líquido em forma de espuma;
  3. Depois do espumante barato para o brinde, você pode servir algo mais requintado. A qualidade deve ir baixando conforme a noite passa. Mais álcool, menor a habilidade de julgamento;
  4. Na hora de abrir o espumante tome cuidado e aponte para um local onde não haja lâmpadas ou pessoas, você não vai querer ninguém com o olho roxo em plena virada;
  5. Sirva até metade da taça, não encha;
  6. Sirva o espumante em taças de espumante. Nada de copo. Esse é um passo importante no processo. Fique de olho na cristaleira ou armário e tenha certeza de ter o número certo de taças para o número de convidados que tomarão espumante na sua ceia ou festa de réveillon. Taças de acrílico são válidas caso você pretenda mover sua festa para a praia. Vidro e areia é muito perigoso.
  7. Espumantes são amigos de petiscos. Qualquer coisa salgada ou frita vai bem. De batatas fritas a camarão empanado.

Dica master: Não vá de espumante se você não curte espumante. Faça o tin-tin, dê uma bebericada e passe logo para sua bebida preferida. O importante no réveillon é curtir a festa do jeito que você gosta.

Quer aprender sobre tipos de espumante? Acesse nossa postagem sobre o assunto aqui.