Vinho Verde: 7 curiosidades que você não sabia

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Ao redor do mundo todo, milhares de degustadores preferem o vinho verde a qualquer outro tipo de vinho. Mas aí você fica se perguntando, temos vinho tinto, vinho branco, vinho rosé e vinho verde?

É verdade que o vinho verde português tem acidez marcante e equilibrada, mas é um tipo de vinho ou apenas marketing para vender vinho português? Você vai descobrir isso agora!

A primeira coisa a ser dita quando falamos de vinho verde é que, tecnicamente, ele é um vinho branco. O mercado português conseguiu rotular o vinho como “vinho verde“.

Mas sua cor é um branco-esverdeado, como já estamos acostumados a encontrar em alguns tipos de Chardonnay ou Sauvignon Blanc. Interessante, não?

Mas deixando isso claro, vamos partir para a próxima etapa e conhecer 7 curiosidades sobre o vinho verde?

O que a gente sabe com certeza, é que o vinho verde português produzido às margens do Rio Minho, no noroeste do país, é extremamente popular.

Vinho Verde Casal Garcia é uma prova viva disso. Porém, há muitos fatos curiosos sobre os vinhos verdes que poucas pessoas conhecem e, nesse post, iremos contar alguns deles para você. Vamos lá?

1. A cor do vinho verde não é verde

Apesar do nome sugestivo, muito se enganam aqueles que acham que o vinho verde é chamado dessa forma devido à sua cor.

Na verdade, esse tipo de vinho é, majoritariamente, branco, mas também tem variações rosé, tinto e, até mesmo, espumantes.

Exato, eu acabei de enganar você. O vinho que você vê no destaque dessa publicação é um vinho feito de Cannabis nos EUA. O que já seria ooooutro tipo de vinho verde, correto?

2. O processo de maturação das uvas para o vinho verde é mais curto que os demais

Ao contrário do que muita gente pensa, o vinho verde não tem esse nome porque as uvas são colhidas antes de amadurecerem. Muito pelo contrário.

O processo para produção do vinho verde inclui um cálculo preciso para colheita das vinhas no momento perfeito, quando elas estão com nível equilibrado de açúcares, taninos e ácidos.

3. O solo no qual as uvas são cultivadas interfere diretamente no sabor do vinho verde

Esse tipo de vinho é cultivado em extensas planícies cercadas por rios.

O solo úmido de granito, com pH baixo e alta fertilização natural é essencial para manter as tão peculiares características do vinho verde.

4. Existe vinho verde de outros países ou somente de Portugal?

Em teoria, o vinho verde precisa ser português, já que o local de produção é um DOC, ou seja, uma Denominação de Origem Controlada. Só o local tem direito ao uso do termo Vinho Verde.

O DOC do vinho verde é subdividido em outras 9 sub regiões: Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva, e Sousa. Não é raro encontrar estes nomes nos rótulos de vinhos verdes.

5. O uso do vinho verde na gastronomia é extremamente abrangente

Por possuir diversas variações (branco, rosé, tinto e espumante, como vimos mais acima), os vinhos verdes podem ser utilizados para harmonizar com muitos tipos de pratos, dos mais pesados – como carne de porco –, aos mais leves – como frutos do mar e legumes.

Além disso, devido a alta acidez e preço relativamente acessível, também é usado em muitas receitas, podendo emprestar a acidez necessário a um risoto, por exemplo.

6. Qual a uva utilizada para fazer o vinho verde?

São várias as uvas utilizadas na fabricação do Vinho Verde. Como vimos anteriormente, a região tem uma Denominação de Origem Controlada, então, algumas uvas são permitidas na produção de vinho verde, outras não.

No caso do Vinho Verde, as uvas mais comuns encontradas na fabricação são:

  • Alvarinho (ou Albariño);
  • Arinto;
  • Avesso;
  • Azal;
  • Batoca;
  • Loureiro;
  • Trajadura.

Todas brancas. Porém algumas tintas também são permitidas para se chegar no vinho rosé.

7. Os portugueses chamam de “agulha” o efeito causado pelo vinho verde na língua

O vinho verde é um dos mais tradicionais vinhos de Portugal. Devido à sua acidez acentuada, os portugueses associam a sensação que ele traz ao paladar a uma agulha, e é assim que esse efeito foi popularmente nomeado.

8. A maior parte dos vinhos verdes são frescos e leves

As variações mais comuns da bebida são refrescantes e ideais para consumo em épocas mais quentes do ano, além de conter notas florais e frutadas.

vinho verde tem preço acessível, exatamente por ser de fácil produção e alta quantidade de uvas por pés.

Como tem por objetivo final ser um vinho refrescante, não tem passagem por barrica de carvalho. Isso faz com que seu preço seja mais baixo que outros vinhos.

9. O processo mais tradicional de produção do vinho verde não passa pela madeira

A maioria dos produtores desse tipo de vinho utiliza de cubas de inox para o processo de vinificação, evitando estagiar a bebida em barricas de madeira – algo extremamente comum na produção de outros vinhos.

Agora que você já conhece algumas curiosidades sobre o vinho verde, pode partir para experimentação, não é mesmo?

Esse tipo de vinho, apesar de fazer algumas pessoas revirarem os olhos devido ao seu elevado nível de acidez, tem um sabor extremamente peculiar. Vale a pena provar!

O vinho verde pode harmonizar perfeitamente com frutos do mar

O Vinho Verde é acima de tudo uma região e uma denominação onde a vegetação exuberante e o terroir constituem um verdadeiro paraíso para a videira.

Localizado na ponta norte de Portugal, esta região de vinhos com vista para o Atlântico é a terra prometida de vinhos brancos secos e vivas.

Eles são chamados de Vinho Verde não por sua cor e reflexos verdes que podem adornar sua taça, mas porque os produtores colhem e embalam os vinhos particularmente cedo.

Estes são vinhos jovens, para beber no ano seguinte ao engarrafamento. Vinho verde não é para guarda!

Em Portugal, eles se opõem aos chamados “maduros”. A denominação também produz vinhos tintos e rosés, mas é definitivamente vinhos brancos secos que construíram sua reputação.

Como é feito o vinho verde?

A maneira tradicional de cultivar as vinhas Vinho Verde DOC é muito especial: as vinhas são cultivadas em pérgola ou até mesmo deixada para que cresça pelas árvores da propriedade.

As pérgolas são aquelas parreiras antigas, que no interior do sul do Brasil ainda é muito comum.

É uma estrutura em madeira e arame que cria uma espécie de teto onde a uva fica pendurada. Utilizada principalmente em vinhos de mesa (os não finos).

Também pode ser chamada de “condução latada”. Conheça todas as formas de sustentar as uvas de vinho aqui.

Esses métodos foram destinados a liberar espaço para outras culturas, mas apenas pioraram o amadurecimento das uvas já danificadas pelo clima frio e úmido da região.

Embora algumas pequenas propriedades tenham mantido este método de cultivo, uma grande parte das vinhas da denominação são hoje conduzidas de forma mais moderna e permitem uma melhor exposição ao sol. Conduções em manjedoura ou de espaldeira.

Vinho verde com gás

Um certo nível de gaseificação é muitas vezes encontrada no vinho verde. Provêm da fermentação malolática e, em geral, da adição de dióxido de carbono.

Esta característica não é nova, uma vez que o vinho foi engarrafado pouco tempo depois da colheita. Isso faz com que o vinho seja engarrafado ainda com resíduos de dióxido de carbono.

Esse gás é produzido durante a fermentação. Não é um defeito, nem faz mal a sua saúde quando presente no vinho. É um processo natural do vinho verde.

Como vimos antes, uma grande quantidade de tipos de uvasuvas são utilizadas no vinho verde. Alvarinho é a mais famosa, pois é considerada de qualidade superior nos vinhos brancos do Vinho Verde.

Traz para o vinho aromas florais e cítricos, e dá-lhe uma boa mineralidade. Apesar de não comum, é possível encontrar vinho verde para envelhecimento.Mas não por muito tempo.

Nesses casos, os aromas como manteiga e torradas se desenvolverão com o processo de envelhecimento.

Le loureiro, outra variedade de uva branca, está tomando a liderança no vinho verde nos últimos anos.

Mostra aromas de frutas de poupa branca (maçã verde, pera). Oferece acidez refrescante aos vinhos.

As misturas ou assemblages de Vinho Verde também contém uvas trajadura e arinto.

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Sobre o Autor

Enófilo certificado com mais de 7 anos de litragem. Fã do vinho nacional e entusiasta da ideia de que beber vinho não precisa de taça de cristal. Redator Especialista para Enocultura e Gastronomia.

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