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Uma das coisas mais enigmáticas pra quem está começando a se interessas por vinhos é a tal da degustação. Muita gente tem medo, acha que vai se sentir deslocado, acha que é muita “frescura”, acha desnecessário, acha que é muito chique. É muito achismo pra pouca coragem.

Assim como tudo na vida, sempre tem uma primeira vez, e se você está lendo esse texto é porque já participou ou tem vontade de participar de uma degustação de vinhos.

degustacao-de-vinhos

Quero dizer apenas uma coisa: Degustação de vinho requer um mínimo de conhecimento e o máximo de sensibilidade. Você pode estar errado? Pode, mas degustação é exatamente pra isso, é uma das ferramentas mais importantes para aprender sobre vinho que existe. E é por isso que eu sempre digo: se você tiver a oportunidade de ir a uma degustação, vá! Você não vai se arrepender e não há página de literatura que vá te ensinar o que você aprendeu experimentando.

Sim, degustar um vinho exige técnica, mas é pra isso que eu tô aqui. Então vamos lá. No futuro quero fazer um passo a passo de degustações, um guia definitivo sobre o assunto, mas por ora vou jogar essas seis dicas que juntei pra vocês começarem a perder o medo.

Vamos aprender um pouco? Então lá vai:

A degustação é dividida em três fases: análise visualanálise olfativa e análise gustativa, nesta ordem obrigatoriamente.

1 – Análise visual do vinho: Antes de beber o vinho, você fará uma analise visual da taça com o vinho. A taça deve ser de vidro ou cristal para se conseguir visualizar da melhor forma. É importante observar a leveza em segurar a taça, isso mostra também à sutileza, requisito importante para degustar a bebida. É bom sempre ter um papel branco para que você possa olhar o líquido e ver bem sua cor. Outra necessidade básica é que o ambiente seja bem iluminado.

Os olhos é que irão lhe transmitir sobre o estado de conservação, a estrutura e a tipologia do vinho. Nesta análise visual você vai se atentar para três quesitos: a limpidez, a cor e a viscosidade. Se você quiser se aprofundar mais no assunto, temos um artigo somente sobre Análise Visual aqui.

girando a taça2 – Gire a taça. Porque girar a taça? Isso vai fazer com que o vinho oxigene, liberando muito mais aromas. Costumamos dizer que o vinho começa a “abrir”. Você pode fazer duas análises olfativas, uma ‘franca’, sem agitar o vinho, e outra depois de agitar o vinho. Depois me conta a diferença! Voltando a arte de girar a taça, na minha experiência essa é a parte que mais traz desconforto aos iniciantes. Confesso que é a mais divertida também, pra ensinar. Ao mesmo tempo que é difícil! Muita gente tem medo de deixar a taça cair, de derramar o vinho, e por aí vai. E realmente, eu concordo com você. Eu sei que não é tão fácil quanto parece conseguir girar a taça com elegância como todo mundo faz. Quer uma dica pra resolver esse problema? Eu tenho duas. Uma delas é por a taça em uma superfície, apertar o pé da taça contra a mesa e fazer movimentos em círculo, sem tirar o pé da taça da mesa. Minha segunda dica é a mais simples e eficaz: TREINE. Isso mesmo, pegue sua taça, ponha água, uma roupa velha e comece a treinar. Em pouco tempo você vai conseguir girar a taça como um profissional. Eu fiz essa imagem ao lado que vai lhe ajudar a entender como você deve segurar a taça pra que o movimento fique mais fácil.

3 – Intensidade: Depois de feita a análise do vinho, parte-se para a intensidade. Como já disse uma vez um poeta, “é preciso namorar o vinho”. E assim entra em jogo a intensidade que é a cor presente no vinho. A casca da uva tem um padrão na intensidade da sua cor. Já a nuance é o grau de envelhecimento do vinho.

Dica para treino: Nos vinhos tintos quando a taça está inclinada sobre o fundo branco e cor púrpura indica vinho novo. Se a nuance fica alaranjada ou castanha nas bordas é sinal de envelhecimento.

lágrimas vinho4 – As lágrimas: Muito estranho, mas sim, os vinhos têm lágrimas. As lágrimas são as gotas que escorrem no copo.  E observe o seguinte: quanto mais lentas as lágrimas forem, maior o teor alcoólico do vinho. Se as lágrimas forem rápidas, significa que o teor é baixo. Quanto maior o teor alcoólico do vinho, maior será o número de lágrimas, mais juntas e mais lentamente elas cairão.

Você sabe o que forma essas lágrimas? É o glicerol, um dos tipos de álcool presentes no vinho. Você provavelmente já ouviu falar em glicerina, então, é a mesma coisa. A glicerina é o nome comercial do glicerol (com volume de 95%O. É um composto químico muito utilizado na indústria, você encontra em cremes para a pele (com a função de umedecer e suavizar) e também em cremes dentais, para dar brilho, suavidade e viscosidade ao produto. Tá entendendo porque ele escorre daquele jeito?

5 – Sabor: Vinhos são feitos para serem degustados e apreciados  sem pressa. Quando for degustar, é preciso tomar um bom gole e aspirar ar pela boca. Aspirando faz com que o sabor seja mais apurado. Atente para a concentração dos aromas e sabores na boca. Importante valorizar a qualidade e a concentração do vinho, na verdade o quanto de prazer que este vinho nos dá na boca. Sentir, apreciar, como se não houvesse amanhã.

Preste atenção: Tome seu tempo para identificar esses aromas e sabores. Essa parte é muito pessoal. Quando você identifica aromas de frutas vermelhas é porque já tem referências no seu passado que identificam esses aromas. Você não encontrará aroma de “musgo do carvalho” se nunca tiver sentido o cheiro dele! Portando, a parte de aromas nada mais é do que um exercício de memória! Não tente encontrar aromas que você nunca sentiu antes!

É bastante comum me perguntarem se os aromas do vinho são adicionados a ele. Não são! Os aromas, qualquer um, nunca são adicionados ao vinho em forma de essência. Eles são provenientes das mutações e complexidade que o vinho adquire em barricas de carvalho ou com o tempo, por exemplo. Alguns são bem explicáveis: o defumado vem do tratamento que a barrica de carvalho recebe antes de ser utilizada. Nos vinhos brancos jovens, muitas vezes sentimos aroma de abacaxi ou maçã verde, e ainda assim são aromas da uva.

6 – Acidez: A acidez é notada mais no canto da boca, próximo aos maxilares. Quanto maior for à salivação, mais ácido é o vinho. Há os ácidos málico, lático, tartárico e cítrico. Pessoas que não estão muito familiarizadas com o mundo do vinho podem achar os vinhos sem acidez “mais gostosos”, menos agressivos, mais fáceis de tomar, e este gosto deve ser respeitado. Mas é certo que ao desenvolver mais o paladar irão apreciar mais a acidez no vinho. Ou não!

nariz-na-taça Sim, você pode e deve enfiar o nariz na taça: Não tenha medo! Pra sentir todos os aromas que o vinho tem você precisa por o nariz dentro do taça. Não é falta de etiqueta, ok? Todos os aromas estão presos dentro do bojo da taça e é lá que seu nariz deve estar quando esse for o objetivo. Sem frescuras.

Quando for degustar, esteja a vontade: Para finalizar as nossas dicas eu vou falar de algo que acho de extrema importância. Esteja de bem com a vida quando for degustar um vinho. Nao carregue o stress do dia a dia, a pressão do trabalho ou brigas do relacionamento. Quando for tirar um tempo para degustar vihos, faça isso. Deguste-os. Apenas isso.

Sabe porque eu digo isso? Em todos esses anos, percebo que as vezes tem muita coisa no nosso dia a dia que pode tira a paz, e a gente acaba projetando isso em cima do vinho. Sabe aquela música que você ouve uma vez, logo que é lançada, e você odeia? Então, talvez a sua avaliação sobre ela tenha sido influenciada pela sua situação no momento. O mesmo vai acontecer com o vinho. Se você ouvir a música em uma segunda situação, com os amigos, a música fica boa. Por que? Porque seu estado mental mudou, você está em um bom momento e pode sentir a música com muito mais propriedade. O vinho merece a mesma atenção e cuidado!

Companhia certa: E agora eu vou falar sobre aquela combinação incrível que nunca falha. Deguste com amigos! Quer uma dica? Faça uma confraria! Convide alguns amigos, façam um depósito de um valor e comprem vinhos para degustar juntos. Ou combinem valores e cada um leva uma garrafa de algum país em específico na mesma faixa de preço. A experiência vai ser ótima! O que realmente importa é o prazer que a degustação lhe dará. Degustar um vinho é entregar-se ao desconhecido e buscar conhecer cada gole, cada sabor, sempre em busca de algo mais. E fazer isso com os amigos vai ser 1000 vezes melhor!

Bonus: As variações de cor em um vinho.

Tintos Jovens: De violeta pálido a um rubi intenso.
Tintos maduros: De Rubi pálido com reflexos alaranjados a um marrom tijolo/âmbar.
Brancos Jovens: Amarelo palha com reflexos esverdeados ou dourados.
Brancos Maduros: De leve a intensamente dourado.
Rosés Jovens: Variações de rosa. Do claro ao escuro.
Rosés Maduros: De rosa escuro, com reflexos de dourado.

>>> Confira nosso INFOGRÁFICO sobre as CORES do vinho aqui.