Espumante Casa Valduga 130

A Casa Valduga fica em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul. No vale dos vinhedos, a Casa Valduga é responsável pela elaboração de vários rótulos que sempre figuram entre os melhores do País. Como o Casa Valduga 130.

Este vinho é elaborado pelo método tradicional, “Champenoise“. Apresenta belas borbulhas, finas e persistentes em um líquido de cor dourada.

Nos aromas, percebe-se o toque de amêndoas, frutas secas, e toque tostado, provavelmente proveniente do período de no mínimo 36 meses de contato com as leveduras.

Em boca é um espumante elegante, fresco e cremoso, bastante redondo.

Em relação à harmonização, pratos leves em geral e frios.

O Vem da Uva atribuiu à este vinho 91 pontos. Nós já conhecíamos este espumante, no entanto, a avaliação desse exemplar se deu no evento deste link.

Espumante Salton Reserva Ouro Brut

Crédito da foto: Vinho de Bolso.

Uma das coisas que faz parte da experiência de tomar um vinho é a aventura de se arriscar na hora da compra, principalmente em supermercados.

Você imagina as características que o vinho terá, mas não pode afirmar 100% de que realmente assim será! E foi numa dessas aventurar de comprar vinhos que decidimos pelo Salton Reserva Ouro.

Você que nos acompanha já deve ter visto que quando falamos de espumante com bom custo x benefício sempre falamos no Casa Perini Brut, como você pode ver nesta avaliação!

No entanto, deu aquela vontade de variar e então foi onde com um bom preço surgiu o Salton Reserva Ouro Brut.

Este é um espumante branco brut, feito com as variedades  Chardonnay (70%), Pinot Noir (20%) e um toque de Riesling (10%). Que é produzido pelo método de Charmat Longo.

Sendo que se tem algumas palavras aqui nestas duas frases que ainda soam estranho, confira tudo sobre espumantes, neste link.

Bom, agora falando mais especificamente da nossa experiência com o vinho, é a seguinte! Sabemos que é inverno e que isso não lembra espumante, mas para nós, sempre é bom começar a noite com algo mais leve e mais fresco, então tem espumante também no inverno!

Na taça o vinho espumante tinha uma cor mais voltada para o amarelo palha, mas não muito dourado. Tinha borbulhas bem finas, não em muita quantidade, no entanto eram bem persistentes.

Quando a gente foi para a parte aromática do vinho, ele não era tão frutado! Tinha aromas mais florais e algo da fermentação que se destacavam, além de algo que persistiu até o fim da garrafa, que era o aroma de mel.

Em boca, o espumante era bem redondinho, e é uma alternativa para quem não quer um vinho espumante muito seco ou ácido! Ele é um espumante bem agradável, que não tem arestas que agridem o paladar.

O espumante foi aberto durante a preparação de um camarão na abóbora, ele não foi o escolhido para ser o acompanhante do prato, mas poderia ser com certeza! Sendo que ao fim, o Vem da Uva atribuiu 83 pontos ao Salton Reserva Ouro.

Portanto,  já estamos seguros em dizer que Espumantes Nacionais sempre são certeiros! E se você quiser mais informações sobre este espumante, ou outro produto Salton, você pode clicar aqui.

Villaggio Grando Brut Rosé

A vinícola Villaggio Grando já apareceu no Vem da Uva, como você pode ver aqui.

Vinícola catarinense, que produz ótimos vinhos, e não poderia fazer menos com seu espumante rosé brut.

É um espumante charmat, método este que a gente aborda nessa matéria aqui.

É elaborado com as variedades de uvas Pinot Noir e Merlot, o que confere ao vinho uma bela coloração rosé, com boa pérlage, borbulhas finas e de média persistência!

Apresentou aromas bastante frutados, que lembravam goiaba madura. No entanto, esperava um pouco mais de frescor.

Em boca era bastante cremoso e leve.

O Villaggio Grando Brut Rosé atingiu 87 pontos e demonstrou-se bastante versátil no quesito harmonizações.

12 Curiosidades Sobre a Escolha do Local de Implantação dos Vinhedos

Você sabia que há vários fatores que podem influenciar na escolha da implantação de um vinhedo, logo a uva colhida aportará determinadas características inerentes as escolhas feitas em relação a onde e como o vinhedo foi implantado, que no final poderão ser observadas no vinho servido em sua taça.

As vezes a plantação das videiras não sai como esperado

Exemplos de empreitadas mal sucedidas existem aos montes no mundo do vinho. Claro que, o produtor acaba optando por tecnologias para conseguir tirar o melhor daquela videira.

O que não precisaria ser feito, se tivesse escolhido o terreno ideal para aquele tipo de uva.

Um desastre desse custa muito dinheiro e acaba levando um vinho não tão bom para a sua mesa, sabia?

E como isso pode ser resolvido?

Você deve imaginar que as videiras são plantadas em diversos lugares, onde em cada um desses lugares, a mesma cepa pode originar vinhos de diferentes características. E você já se perguntou o por quê?

Já contamos para vocês aqui, o que a falta ou excesso de água pode trazer ao seu vinho.  Mas você sabia que existem outros fatores ambientais que implicam na qualidade do seu vinho?

12 curiosidades do vinho, vinhedo e videiras

Vamos contar para você algumas dessas curiosidades relacionadas a vinhedos e a videira propriamente dita.

1.Você sabia que as videiras das espécies e gênero Vitis possuem seu centro de origem paleontológico na Groelândia, onde se encontraram os fósseis mais antigos de suas ancestrais. A primeira espécie de Vitis surgiu há 300 mil anos, e que após a glaciação do período quaternário extingui-se do local e se dispersou em duas direções: -Amero-asiática e outra euro-asiática.

2. No Brasil, 85% da produção são da uva chamada “comum” e o restante das ditas “finas”. A uva comum é a fruta de espécies americanas e a uva fina provém de espécies europeias. A produção no mundo baseia-se na espécie de uvas europeias Vitis Viníferas, superando 96%.

3. Você sabia que a cada aumento de 100 m de altitude corresponde a um atraso na brotação de 1 a 4 dias e atraso na maturação de 1 a 4 dias?! Mas o que isso tem a ver com meu vinho!? Apenas tudo. Uma vez que uma uva não bem madura dificulta o trabalho do enólogo em oferecer um bom vinho.

4. Quando plantadas em encostas, os rendimentos de frutos são menores, mais sua qualidade é maior. As encostas são melhores para as videiras, pois nela há melhor drenagem, (veja aqui o artigo sobre Estresse Hídrico: O que isso afeta no meu vinho) tanto da água nos solos, como do frio na superfície.

5. Além da drenagem as encostas possuem a capacidade de expor os vinhedos à uma melhor exposição solar, contribuindo para uma boa maturação dos frutos.

6. Você sabia que a região sul do Brasil, encontra-se em área que, em termos de comparação com a viticultura mundial, seria considerada inadequada? Isso acontece devido ao excesso de umidade do ar, que facilita o surgimento de moléstias fúngicas. No entanto, aplicam-se práticas culturais, que tem levado a região a produzir uvas de qualidade, surpreendendo o mundo com a qualidade dos vinhos elaborados.

7. Se você submeter sua videira morre quando a temperatura chega a 55ºC, e que a partir de 39ºC ela já começa a demonstrar redução nas atividades vitais.

8. A videira precisa tomar sol, em seu período de vegetativo necessitam de 1200 a 1400 horas de sol. Isso garante que elas sobrevivam todo o inverno sem fazer fotossíntese.

9. O clima é fator determinante para que seu vinho seja bom. Então o ideal seria que as chuvas fossem bem distribuídas o ano todo, sendo que é bom quando chove no inverno e início da primavera, e que no verão o clima seja seco. Em princípio, quanto menos chuva, melhor a uva produzida.

10. Assim como há uma quantidade de chuva ideal, há também a importância da umidade do ar, que pode facilitar ou não a incidência de doenças na uva. A umidade ideal está entre 62% e os 68%.

11. Geadas nos períodos em que a videira já possui seus brotos novos (primavera), é extremamente danosa.  Ou seja, na Serra Catarinense, por exemplo, este é mais um fator a ser cuidado, para que a safra seja garantida, permitindo que seu ótimo Chardonnay e Sauvignon Blanc cheguem a sua taça.

12. Você sabia que até a cor do solo pode influenciar no seu vinho?! Solos escuros se aquecem com maior facilidade, sendo assim, recomendado para o plantio de uvas tintas. Já os solos claros aquecem-se menor e de forma lenta, sendo recomendados para variedades brancas.

Conclusão

Bom, espero que com essas curiosidades e fatos acima citados, na próxima compra você já relacione a região de onde vem seu vinho e as características de seu ambiente.

Será que lá é fácil ou não produzir essa uva?! Porque será que os vinhos de lá são mais caros?! Algumas dessas perguntas podem estar relacionadas há algumas das situações acima dispostas.

Ficou curioso com qual delas pode determinar o preço do seu vinho? Gostou de saber mais um pouco sobre as responsabilidades do meio ambiente em sua taça?

Não deixe de nos enviar sua opinião sobre ou mandar questionamentos, talvez podemos falar mais detalhadamente sobre algum dos pontos discutidos.

Diga no campo de comentários o que você achou do nosso texto! Tem algo a acrescentar? Manda brasa!

Vinhos da Borgonha: Descubra Essa Região Francesa

Quando chegamos a vinhos Franceses, é porque o conhecimento do enófilo no outro lado da tela, lendo o que eu que escrevi neste exato minuto, já está bem intenso – e provavelmente avançado. Gostou do elogio? 😉

Confesso que minha vontade neste momento é de não facilitar tanto a sua vida ao ler este texto, só pra testar seu conhecimento até agora. Mas é claro que eu não vou trair a identidade do Vem da Uva: deixar tudo muito mais fácil de entender.

O centro da Borgonha também tem seu charme:

Digo isso porque falar de Borgonha é falar de um epicentro de vinhos de qualidade inegável, charme irreparável e de uma força magnética irresistível para qualquer enófilo.

Já para mim, Marcos, sofro um outro desafio. É daqui, também, que vem alguns dos vinhos mais incríveis que já degustei. E uma das minhas uvas queridinhas: a Pinot Noir.

Aliás, não. Duas das minhas uvas queridinhas. Já que é por aqui também que a Chardonnay brilha sem concorrência em Chablis. Ficou confuso? “Como assim Marcos, você vai falar de Borgonha ou de Chablis?”. Dos dois. E você vai entender por quê mais abaixo.

De Chablis a Mâconnais, os vinhedo da Borgonha, extremamente complexo e fragmentado, oferece uma incrível variedade de vinhos brancos de alta qualidade e vinhos tintos. E é sobre essas verdadeiras jóias que nós viemos falar hoje.
Matriculados desde 2015 como Patrimônio Mundial da UNESCO, os climas da Borgonha são as preciosas testemunhas da incrível diversidade dos terroirs que esta região vinícola oferece ao amador de grandes vinhos.

São também uma forma de reconhecimento dos progressos registados pela viticultura da Borgonha nos últimos quinze anos e a coroação do sucesso dos vinhos na exportação. Hoje, reconhecidos mundialmente.

Voltando a nossa aula sobre Borgonha

O jeito mais fácil e direto que eu posso utilizar para você entender a borgonha é dizer o seguinte: é a terra da Pinot Noir e do Chardonnay.

Aí você pode ficar um pouco confuso. “Mas Marcos, Chardonnay não é Chablis?”

Sim, Chardonnay é Chablis. Esta é a segunda parte mais importante para você saber sobre a Borgonha:

Ela fica na região centro-leste da França. Dentro da Borgonha, há 5 áreas primárias de cultivo de vinho (sem incluir Beaujolais e Châtillonnais):

  • Chablis – (a-ah!)
  • Côte de Nuits
  • Côte de Beaune
  • Côte Chalonnaise
  • Mâconnais

Talvez um mapa ajude:

Borgonha: Um sucesso que tem um preço

Se os vinhos da Chalonnaise da Côte e os Mâconnais permanecerem acessíveis em termos de preços para os entusiastas franceses, não teríamos as grandes apelações de Grands Crus do Côte de Beaune e da Côte de Nuits. O que seria uma grande perda para qualquer enófilo.

Em poucos anos, seus preços dobraram. E alguns dos raros e procurados Grands Crus, em termos de preço, são muito mais próximos com os crus Classé de Bordeaux, mas não deu a mínima para seus preços e tarifas especulativas.

Um fenômeno acentuado pela escassez de grandes vinhos e pelas últimas vítimas da Borgonha de repetidos acidentes climáticos como granizo e fungos tendo impactado fortemente a capacidade de produção da vinha.

Na primavera passada, Chablis perdeu mais da metade de sua produção. O que é muito para um vinho tão bem conceituado. Para quem não sabe, os Chablis são os Chardonnays de maior prestígio na França.

Mas para muitos amadores, Borgonha é um Graal, graças à grande diversidade de sua herança vinícola.

Nenhuma outra vinha no mundo foi meticulosamente esculpida.

Uma única figura mostra, 562, o número de primeiros crus identificados e delimitados para o metro mais próximo. Compreender toda a sutileza de Borgonha é uma maneira longa e emocionante de entender a Cruz abaixo:

Esta mesma cruz já se meteu em outras encrencas. Ou digamos, figurou em outras encrencas.

O conceituado Sommelier do Fasano, Manoel Beato, que diz em entrevistas a Veja que “Ostentar é cafona”, subiu a construção centenária no ano passado na tentativa – no minimo patética – de fazer uma foto Instagram-worthy.

A fatídica foto.

O monumento é tombado pela UNESCO, lembrando. Mas não é de hoje sua antipatia vinga com outros pares do mundo do vinho. Há alguns meses, no blog anônimo BaccoEBocca, o autor destilou seus sentimentos ao conhecer Beato pela primeira vez:

Transpirando soberba, empáfia, nosso “sommerdier mor”, não fazia esforço algum para tentar esconder um ar de superioridade e quase enfado ao servir os apatetados candangos do Planalto central.

Mas chega de venenos que não são alcoólicos. Voltamos a Borgonha.

A história e a natureza dos solos aqui têm pequenas produções tão individualizadas que levaram o legislador a multiplicar as denominações de origem controladas para preservar essas diferenças e fazê-las entender ao público.

EM MIÚDOS:
Eu explico pra você: Tudo isso isso significa que na Borgonha, cada trecho, as vezes de 1 metro, tem sua própria denominação, que pode influenciar no preço da garrafa em vários mil dólares, quando de safras antigas. Isso faz com que as famílias lutem e peçam nova rodada de medidas sempre que desconfia-se de algo errado no tamanho dos terrenos.

No casco dessa linda imagem, podemos perceber os cores nos vinhedos. Apesar de parecer um terreno único, cada bloco pode pertencer a famílias diferentes. Quando mais ao topo do morro, tente a gerar os vinhos mais caros da Europa – e do mundo.

Mas nem tudo é história antiga. A região também experimentou sua revolução vitivinícola nos primeiros anos de 1990.

O impulso de uma nova geração de jovens vinicultores mais rigorosos e, sobretudo, mais bem treinados, muitos produtores ainda vivem na reputação de seu vilarejo, considerando que o nome só é suficiente para vender os vinhos.

O pequeno tamanho das parcelas (como são chamadas cada bloco de vinhedos distintos um dos outros, como na foto acima), que induz a uma produção muito limitada de certos cubos, faz com que a maioria dos melhores vinhos da Borgonha não sejam rastreáveis.

A foto abaixo foi feita em 2018 na Estrelas do Brasil, trabalho excepcional que faz alguns dos melhores espumantes nacionais que eu já bebi. Percebam lá embaixo as parcelas, todas elas bem definidas:

A região está repleta de talentosos enólogos jovens. Por uma década, uma grande emulação foi criada entre eles. Grandes casas de negociação têm um nível muito elevado de infra-estrutura.

Deve-se notar que, além de Apelações prestigiosas, Borgonha é também uma grande terra de descoberta.

É de lá que vem exemplares como o Maranges, Rully, Givry, Pouilly-Fuissé ou Saint-Romain, que oferecem uma infinidade de vinhos notáveis a preços muito razoáveis.

A exclusividade de Borgonha no seu charme

Embora Borgonha ainda seja uma área onde é possível visitar os os enólogos para saborear os vinhos no local e para comprar na propriedade, a demanda mundial é tal que muitos produtores são forçados a fechar a sua Portas e não mais aceitar novos clientes.

Devemos então recorrer aos comerciantes de vinho que têm subsídios nessas áreas. E com algumas exceções, os Burgdys vendidos em grandes áreas são muito decepcionantes.

As denominações da vinha de Borgonha

O vinho Borgonha é um enigma geológico e humano incomparável, que o legislador tem sido obrigado a reconhecer e preservar.

Tudo isso através de uma clara hierarquia de denominações, o que torna possível encontrar-se no labirinto de diferentes comunas e usos ancestrais.

Denominações regionais de Vinhos da Borgonha

No primeiro nível, o AOC Bourgogne define vinhos simples, produzidos em todos os terroir de Borgonha (Yonne, Côte d’ Or, Saône-et-Loire).

Pode ser especificado por um nome varietal (Bourgogne Aligoté) ou por um nome de sub-região que limita a sua produção (Borgonha Côte Chalonnaise…).

Enquanto Borgonha Passetoutgrain (uma mistura de Pinot Noir e Gamay) está em perigo, o AOC Bourgogne Grand ordinária foi substituída pelo AOC Coteaux Bourguignons.

Essa, abrange as vinhas de Borgonha e Beaujolais e torna possível a produção de vinhos monovarietais ou montagem em todas as três cores. Esta denominação permite a comercialização de vinhos de Borgonha a preços acessíveis.

As denominações em comunhão

Eles representam cerca de 30% da produção Burgúndia, com 44 vilarejos de denominações, porque eles carregam os nomes das vilarejos a partir do qual os vinhos são derivados, como por exemplo Nuits-Saint-Georges ou Beaune.

Primeiras denominações da Cru

Estas são parcelas, climas, precisamente demarcados dentro das denominações comunais.

Os vinhos são de qualidade superior e o nome do primeiro cru é anexado ao do vilarejo, como por exemplo: Gevrey-Chambertin Les Cazetiers. Há 562 primeiros crus em Borgonha.

Apelações do Grand Cru

Estas são as melhores parcelas de cadastred. Seu nome é suficiente para si mesmo, mesmo que os Grands Crus também dependem do vilarejo de onde eles vêm.

Há 33 distribuídos de norte a Sul:

O que produzem? Blanchot, Bougros, Clos, rã, Preuses, Valmur, Vaudésir.
Gevrey-Chambertin: Chambertin, Mazis-Chambertin, griot-Chambertin, Charms-Chambertin, Chapelle-Chambertin, Mazoyères-Chambertin, Ruchottes-Chambertin, Latricières-Chambertin, Chambertin-Clos de Bèze.
Morey-Saint-Denis: Clos de tart, Clos Saint-Denis, Clos de la Roche, Clos Des Lambrays, Bonnes-mares.
Chambolle-Musigny: Good-mares, Musigny.
Vougeot: Clos de Vougeot.
Flagey Écasa: Échezeaux, Grands Échezeaux.
Vosne-Romanée: A tarefa, grande Rue, Richebourg, la Romanée, Romanée-Conti, Romanée-Saint-vivant.
Aloxe-Corton, Ladoix-Serrigny e Pernand-Vergelesses: Corton, Corton-Charlemagne, Carlos Magno.
Puligny-Montrachet: Montrachet, Mongrel-Montrachet, bem-vindo-bastardo-Montrachet, Chevalier-Montrachet.
chaned-Montrachet: Montrachet, Mongrel-Montrachet, Criots-bastardo-Montrachet.

Os vinhos de Chablis e Yonne

No limite norte de maturidade, os Reds, além de alguns cubos do setor de Irancy, falta de vestido e corpo.

Por outro lado, os brancos são notáveis: eles oferecem fineza e nervosismo, encontrar o seu florescimento nos melhores terroirs de Chablis.

Eles realmente só aparecer depois de cinco anos de cuidado e pode deslumbrar por seus 20 anos.

Nos arredores, os vilarejos de Chitry e Coulanges-la-vinous produzem brancos e vermelhos, enquanto Saint-Bris é conhecido por seu Sauvignon.

Côte de Nuits

De Dijon a Ladoix, os vinhos tintos da Côte de Nuits, especialmente os de Gevrey-Chambertin e Nuits-Saint-Georges, tendem a ser mais robustos do que os da Côte de Beaune, ou mesmo um pouco violentos em sua juventude. Chambolle-Musigny e Vosne-Romanée, cujos vinhos são mais finos, têm um suplemento de carne e fluff.

A Côte de Beaune

Em Côte de Beaune, o Grand cru Corton e os melhores pommards dão, em princípio, os vinhos mais robustos, enquanto Savigny, Beaune e Volnay, os vinhos mais tenros. Mas é em branco, com os vinhos de Montrachet (Chand e Puligny), Meursault e os Grands Crus Voisins que a Côte de Beaune é melhor expressa.

Chalonnaise Côte

Os vinhos da Chalonnaise Côte são invariavelmente influenciados pelos da Côte de Beaune, (varietals e hierarquia tradicional). Conta em suas denominações comunais número de climas classificados primeiro cru e também culmina uma forte identidade. É na costa Chalonnaise que encontramos os melhores aligotés.

O Mâconnais

Os vinhos dos Mâconnais juntam-se aos seus vizinhos dos Beaujolais. Embora esta região é muito predominantemente produzindo vinhos brancos de Chardonnay, é o único a cultivar o Gamay, além do Noir Pinot, para os seus vinhos tintos. A vinha parece dispersa nas encostas, ao contrário de seu vizinho, onde a videira reina como uma amante.

Variedades de uva da Borgonha

O Pinot Noir

Pinot Noir é, sem dúvida, uma das melhores variedades de uva na produção de vinho, mas também é um dos mais difíceis de crescer.

O que o torna tão apelativo é a sua capacidade de oferecer aromas e uma estrutura de boca muito variável, dependendo do terroir em que amadurece.

Graças ao Pinot Noir, os viticultores puderam, de forma cirúrgica, definir este mosaico de terroirs tão característico da Borgonha.

O Chardonnay

Se Pinot Noir é a uva rei dos vinhos tintos de Borgonha, Chardonnay é o seu equivalente para brancos.

Os terroirs de Montrachet, Meursault e Chablis formam uma aliança perfeita com Chardonnay, para produzir entre os maiores vinhos brancos do mundo.

Em nenhum outro lugar Chardonnay se expressa com tal fineza e precisão.

O Aligoté

O aligoté não tem as mesmas qualidades que Chardonnay.

É utilizado na elaboração de vinhos que não ostentar o nome do vilarejo onde é cultivada (apenas uma excepção: Bouzeron).

É chamado legalmente aligoté de Borgonha e pode igualmente incorporar a composição de crémant de Bourgogne.?

O Gamay

O muito expressivo Gamay é onipresente no Mâconnais, no sul da Borgonha.

Também faz a reputação dos vinhos Beaujolais. Cultivada mais ao norte, dá vinhos sem muito alívio.

Conclusão: Os destaques dos vinhos da Borgonha

Borgonha está agora repleta de jovens Winegrowers muito talentosos. Na última década, uma grande emulação foi criada na região.

Grandes casas comerciais também foram colocadas na página e agora estão equipados com infra-estrutura de alto nível.

Borgonha é certamente uma das duas ou três regiões da França que fez o maior progresso nos últimos anos.

DICA VALIOSA PARA QUEM GOSTA DO ESTILO DE VINHO DA BORGONHA: Note-se que, para além das apelações prestigiosas, cujos vinhos têm, infelizmente, tornam-se raros e caros, Borgonha é também uma formidável terra de descoberta. Maranges, Rully, Givry ou Saint-Romain oferecem uma infinidade de vinhos notáveis a preços muito razoáveis.

Os pontos fracos dos vinhos da Borgonha

Com razão, Borgonha há muito arrastou uma má reputação. As práticas vitícola na força durante os anos 70 e 80 estavam longe do que os grandes terroirs da região mereceram.

Uma uva caprichosa e delicada, Pinot Noir não perdoa nada e seus rendimentos elevados ou vinificação aproximada são muito caros.

O resultado: muitos vinhos produzidos durante estas duas décadas são agora quase não bebíveis.

Se a região também experimentou a sua revolução vitivinícola nos primeiros anos da década de 90, o impulso de uma nova geração mais rigorosa e, acima de tudo, mais bem treinada, muitos produtores ainda vivem na reputação de seu vilarejo, considerando que o nome só é suficiente para vender os vinhos.

O pequeno tamanho das parcelas, que induz uma produção muito limitada de certos cubos, faz absolutamente indetectável a maioria dos maiores vinhos da Borgonha.

Além disso, o preço explodiu nos últimos anos com a influência da especulação desenfreando

Ainda assim, continua sendo uma das regiões vitícolas mais famosas do mundo e entregando experiências inexplicáveis.

E aqui entra um dos meus maiores motivos para gostar de vinho – coisa que eu já comentei em outros textos – a caça ao vinho perfeito no custo ideal. Custo/benefício é chave.

E vou te dizer algo. A satisfação que sentimentos quando encontramos o bendito, o equilíbrio de novidade, qualidade, correção, e tudo isso em um preço justo, só quem tem a paixão por isso sabe.

A empolgação é tanta que o efeito pode ser maior que o do álcool. É o que me mantem no negócio até hoje, digo com certeza.

2º Edição da Wine South se aproxima e promete ser outro sucesso

Maior feira profissional de vinhos na América Latina será realizada em setembro, na Serra Gaúcha, com participação dos principais players nacionais e internacionais. Assim como em 2018, claro, nós estaremos lá cobrindo o evento pra vocês.

Com um reconhecimento crescente do setor mundial de vinhos enquanto país produtor qualificado e como um mercado consumidor bastante promissor, o Brasil se prepara para sediar a segunda edição da Wine South America. De 25 a 27 de setembro, Bento Gonçalves estará novamente no centro do mapa mundial do vinho, atraindo importadores, distribuidores, profissionais do vinho e apreciadores que poderão conferir os rótulos das principais regiões produtoras nacionais e internacionais.

A segunda edição da Wine South America promete superar o sucesso da “safra” anterior. No ano passado foram 250 marcas expositoras, 6 mil profissionais do trade e especialistas do setor em 10 mil metros quadrados de área. A participação de vinícolas nacionais será ainda mais representativa esse ano, atraindo expositores de todas as regiões produtoras do Brasil, que apresentarão seus rótulos reconhecidos por mais de 3 mil premiações já conquistadas no Exterior. Cerca de 80% das marcas brasileiras participantes da primeira edição já renovaram seus espaços e outras importantes vinícolas nacionais já confirmaram a estreia em 2019.  

Em relação às marcas internacionais, a adesão também tem sido bem-sucedida em razão de o Brasil ser o maior país da América do Sul e com o maior potencial de consumo do continente. Mais de 10 países devem participar da Wine South America 2019, com destaque para Argentina, Chile e Uruguai, reforçando o posicionamento de principal evento do setor no continente latino-americano. 

“O Brasil é o quinto maior do Hemisfério Sul e o 13º maior produtor de vinhos do mundo. Os nossos produtos são exportados para 59 países em cinco continentes. O potencial é muito favorável. E a feira tem um papel importante na aproximação dos clientes (compradores) com as vinícolas dentro do nosso próprio território”, salienta o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló. 

A exemplo de 2018, a Wine South America contará com masterclasses conduzidas por Master of Wine de renome internacional e degustações orientadas de vinhos brasileiros, em parceria com a seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Na primeira edição, os profissionais da ABS-RS apresentaram um panorama da produção vitivinícola do Brasil e sua diversidade, além de painéis sobre espumantes, vinhos de guarda e a Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos, entre outros temas.  “Tivemos uma ótima repercussão e acolhida com um painel sobre mercado, posicionamento de produtos e novas tendências, que devemos ampliar nesta edição. Também aprofundaremos o conhecimento sobre os vários terroirs brasileiros, com a presença de professores da ABS de outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, além da região Nordeste”, adianta o presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr. 

Assim como ocorreu na primeira edição, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) é apoiadora da feira, já que o evento culmina com a Avaliação Nacional de Vinhos, realizada anualmente pela entidade no último sábado de setembro. 

“A Wine South America chegou para fortalecer o que produzimos, como canal de ligação com o mercado, aproximando quem aprecia de quem elabora. Nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros e, junto com a feira, esperamos poder levar esta marca para os quatro cantos do mundo”, reforça o enólogo Daniel Salvador, presidente da ABE. 

 Segundo Marcos Milanez Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, empresa promotora da feira e subsidiária do grupo Veronafiere, além de promover negócios entre produtores nacionais e internacionais com players do mercado brasileiro e mundial, a Wine South America conta com o diferencial de ser realizada na principal região produtora do país, o que fortalece sua importância para o setor e fomenta o enoturismo. “O comprador, além de experimentar os vinhos e espumantes expostos na feira, tem a oportunidade de conhecer as vinícolas da região, o local de elaboração dos produtos, a sua qualidade e vivenciar a emoção atrás do rótulo, transformando o evento em uma experiência única para quem o visita”, observa Milaneze, lembrando que, além de produtos derivados de uva, a feira terá marcas expositoras de azeites e destilados. 

 

Projeto Comprador será 40% maior que o de 2018  

Viabilizado por meio de parceria da Milanez & Milaneze/Veronafiere com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Projeto Comprador trará à Wine South America 140 compradores de todo os estados brasileiros e outros 30 de países dos continentes americano, europeu e asiático, com o objetivo de promover rodadas de negócios com as vinícolas brasileiras. O total de compradores é 40% maior do que o da edição anterior. 

 Em 2018, cerca de 120 empresas participaram do Projeto Comprador, gerando cerca de R$ 6 milhões em negócios. “Setembro é o principal mês de compra de vinhos para abastecer os pontos de venda. O desenvolvimento das rodadas de negócio durante a feira traz ótimos resultados, principalmente para as comercializações de fim de ano”, acredita o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini. 

FOTOS: Augusto Tomasi

SERVIÇO

O que: 2ª Wine South America – Feira Internacional do Vinho. 
Quando: de 25 a 27 de setembro de 2019 (quarta a sexta-feira), das 14h às 21h. 
Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves – RS (Alameda Fenavinho, 481). 
Ingressos: as vendas iniciam a partir da segunda quinzena de abril, no site do evento. 

Outras informações: no site www.winesa.com.br, pelo e-mail info@winesa.com.br ou pelo telefone (54) 3455.6711.

 

Serra Catarinense: Seleção Especial de Vinhos e Vinícolas

Tratando-se de vinhos, o novíssimo mundo é a Serra Catarinense.

Cada vez mais, os vinhos finos e espumantes produzidos no terroir de altitude de Santa Catarina estão conquistando qualidade, apreciadores e fama internacional.

O enoturismo também vem ganhando força nesta região, atraindo visitantes para experiências enogastronômicas repletas de novas sensações.

Na Serra Catarinense, a experiência de degustar bons vinhos é enriquecida pela exuberância de paisagens com montanhas, araucárias, campos e vinhedos que representam um atrativo único a nível mundial.

Já pensou em harmonizar vinhos com paisagens? Com esse objetivo, preparei algumas dicas de vinhos e vinícolas com cenários inesquecíveis.

Thera Rosé (2016)

Produzido com uvas Syrah, Merlot e Cabernet Franc, apresenta notas de frutos vermelhos, toques cítricos e florais. Sua acidez equilibrada revela uma agradável mineralidade, aspecto típico dos vinhos da região serrana de Santa Catarina.

A vinícola Thera, localizada próxima da BR-282, em Bom Retiro, conta com winebar e espaço para eventos, construídos em harmonia com a paisagem entre campos, lagos e florestas de araucárias.

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Pericó Vigneto (2013)

Este Sauvignon Blanc das terras altas da Vinícola Pericó possui coloração amarelo palha brilhante, aroma com notas de frutas do mato (uvaia e araçá amarelo), melão e casca de grapefruit.

Harmoniza bem com queijo serrano e peixes, sobretudo as trutas das límpidas e frias águas da região.

O Pericó Valley, onde os vinhedos foram implantados, em São Joaquim, é uma das localidades com a maior ocorrência de neve do país.

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Villa Francioni Dilor (2009)

Produzido com uvas Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot, possui cor vermelho-rubi e reflexos violáceos vivos.

De aroma complexo, com notas de frutas negras, cereja e especiarias. A harmonização pode ser feita com carnes vermelhas ou de caça, servidas com molhos condimentados.

A Villa Francioni, localizada perto da cidade de São Joaquim, é considerada uma das vinícolas mais bonitas do mundo.

Quase sempre aberta, a Villa é parada obrigatória para os visitantes que buscam um primeiro contato com os vinhos da região serrana.

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Villaggio Bassetti Ana Cristina (2015)

Varietal 100% Pinot Noir com um ano de passagem em barricas de carvalho francês. Frutado, macio e aveludado, de coloração avermelhada e intensa, aromas de frutas vermelhas delicadas.

Este vinho comprova que a altitude da Serra Catarinense é bastante apropriada para a elaboração de vinhos elegantes e complexos com esta casta, considerada uma das mais nobres do mundo.

A vinícola Villaggio Bassetti, localizada em São Joaquim, é a única da região com vias asfaltadas entre seus vinhedos.

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Villaggio Conti Conti Tutto (2017)

O vinho Conti Tutto é um assemblage de duas castas italianas, que expressa a boa intensidade aromática da uva Sangiovese e a complexidade estrutural da uva Montepulciano.

Vinho descontraído para reunir os amigos, soltar a língua e “contar tudo” ao redor de uma mesa.

Ainda em obras no Pericó Valley, em São Joaquim, a vinícola está sendo construída com materiais alternativos e sustentáveis.

Os vinhos Villaggio Conti também podem ser degustados e comprados no winebar Vini di Altezza, no Passeio Pedra Branca, em Palhoça, SC.

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Abreu Garcia Chardonnay (2014)

Expressão máxima do Planalto Catarinense, o vinho Abreu Garcia Chardonnay apresenta-se cromaticamente amarelo claro com tons sutilmente esverdeados.

Com aromas que passam do floral ao frutado, a passagem por barricas de carvalho regalou ao vinho um equilibrado gosto amadeirado e muita personalidade.

A vinícola Abreu Garcia, localizada em Campo Belo do Sul, com acesso pela BR-282, possui recepção e degustação personalizada com enólogo e um secular sítio arqueológico próximo aos vinhedos.

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Hiragami Torii (2008)

Vinho Cabernet Sauvignon de cor rubi, com reflexos violáceos e púrpuras, e aroma de frutas frescas, amoras e ameixas. Acompanha bem massas, queijos e carnes como cordeiro.

A vinícola Hiragami é um empreendimento com origens japonesas, instalado em São Joaquim.

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Kranz Cabernet Sauvignon (2008)

Vinho de coloração vermelha escura com nuances violeta, boa untuosidade e aromas vegetais e frutados. Bom para acompanhar salames, massas com molhos, carnes assadas e costela de cordeiro.

A vinícola Kranz produz seus vinhos adquirindo uvas finas dos produtores da região de São Joaquim. Entretanto, compensa uma visita à sua sede, na pitoresca cidade de Treze Tílias, pela arquitetura austríaca do lugar e pela tecnologia de ponta empregada em todas as etapas da produção.

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Santa Augusta Passito

Vinho doce colheita tardia, elaborado 100% com uvas Moscato Giallo. Apresenta cor amarelo ouro e traz aromas de damasco e casca de laranja. Ótima combinação com sobremesas a base de frutas.

A vinícola Santa Augusta localiza-se em Videira, no Meio-Oeste catarinense, região colonizada por imigrantes italianos e culturalmente vinculada à vitivinicultura.

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Panceri Nilo Teroldego (2008)

Produzido de modo peculiar, este varietal teroldego passou pelos estágios de fermentação, barricas de carvalho e envelhecimento observando-se o calendário lunar.

De coloração rubi profunda, tem aroma terroso e rústico, que vai tomando um leve adocicado em contato com o ar.

A vinícola Panceri, localizada no interior de Tangará, possui em meio aos seus vinhedos o único Museu de Vitivinicultura de Santa Catarina.

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Quinta da Neve (2011)

Produzido com uvas Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Merlot, possui cor rubi brilhante e aromas de frutas maduras.

É um vinho coringa, que harmoniza com diversos pratos, desde risotos até massas de preparo complexo.

A vinícola Quinta da Neve, com vinhedos na localidade de Lomba Seca, em São Joaquim, é uma das pioneiras na produção comercial de vinhos finos de altitude em Santa Catarina.

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Sanjo Nobrese Moscato (2014)

Vinho leve a base de uva moscatel, com intensidade de aromas florais e frutados. Pode acompanhar saladas e pratos elaborados com peixes e frutos do mar.

A cooperativa Sanjo, de São Joaquim, é uma das maiores produtoras de maçãs do Brasil. Desde 2002 investe no cultivo de vinhedos para produção de vinhos finos.

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Suzin Sauvignon Blanc (2014)

Grande aposta da Serra Catarinense, a casta Sauvignon Blanc tem se tornado emblemática na região. Este representante da vinícola Suzin se destaca por seus tons amarelo esverdeado límpido e brilhante. De aroma levemente vegetal, pode apresentar lima e maracujá. Harmoniza bem com frutos do mar, peixes assados e salada de frutas.

Os vinhedos da vinícola Suzin situam-se na localidade de Alecrim, em São Joaquim, e destacam-se pela beleza de uma paisagem levemente ondulada entre campos e coníferas.

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D’Alture Flocos de Neve demi-sec (2013)

Vinho Cabernet Sauvignon Demi-sec cor rubi e aroma frutado de amora e ameixa, com tostados e especiarias obtidos pela maturação de 3 meses em barrica de carvalho.

Para consumo corrente, harmoniza com carnes vermelhas e brancas, massas e canapés.

A vinícola D’Alture está localizada nas proximidades da cidade de São Joaquim, e possui visão ampla para seus vinhedos, campos nativos e outras vinícolas da região.

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Urupema Leopoldo (2007)

Vinho Cabernet Sauvignon/Merlot de coloração vermelho intenso, bouque frutado, ameixa seca e geleia de frutas vermelhas. Harmonização: carnes, embutido e massas ou risotos bem condimentados.

A vinícola Urupema, que rende homenagem no nome ao município onde está situada, possui um dos mais belos e elevados vinhedos de Santa Catarina. Uma bela paisagem que vai além do que as fotos conseguem registrar.

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Leone di Venezia Gewurztraminer (2017)

Produzido 100% com uvas gewurztraminer, este vinho possui coloração amarelo palha com reflexos dourados e aromas de frutas brancas e mel.

Estagiou por cinco meses sobre as leveduras, aumentando a sua complexidade e estrutura. Harmoniza bem com peixes, risotos, massas e queijo serrano.

A vinícola Leone di Venezia fica na localidade de Morro Agudo, em São Joaquim. A arquitetura da vinícola foi inspirada no palácio Villa di Maser (Treviso, Vêneto), obra prima do arquiteto Andrea Paládio. É considerada a mais italiana das vinícolas do terroir de altitude da Serra Catarina.

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Monte Agudo Sublime (2015)

Vinho rosé elaborado a base de merlot, de cor avermelhada com tons alaranjados e aromas frutados de framboesa, butiá e morango. Harmoniza bem com sobremesas e massas assadas.

Os vinhedos do Monte Agudo localizam-se próximos da cidade de São Joaquim, e possibilitam uma vista privilegiada para o pôr do sol na região com a maior localização de vinícolas da Serra Catarinense.

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Villaggio Grando Innominabili (cortes 2004/2009)

Feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Pinot Noir, Petit Verdot e Marselan, sua coloração rubi apresenta reflexos violáceos brilhantes.

Possui aromas de amoras silvestres mesclando especiarias, resultado do carvalho por onde passou. Em boca, detém equilíbrio entre teor alcoólico e acidez, que lhe fornece vivacidade.

Localizada no Planalto Catarinense, em Água Doce, próxima da BR-153, a Villaggio Grando possui a maior área plantada de vinhedos do Estado.

Um lago, bons vinhos e o sunset espetacular da vinícola completam a nossa lista, deixando um gostinho de quero mais.

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E aí, #partiu_Serra?! 🍷🌄

Esta matéria foi uma colaboração especial do professor Gil Karlos Ferri, apaixonado por vinhos e pela Serra Catarinense. Pesquisador Global Environmental History e coordenador do case História & Vitivinicultura.

A História do Vinho: Tudo Em Uma Única Postagem

A história do vinho começou a ser escrita milênios antes da Era Cristã e suas origens estão perdidas no tempo, contudo alguns pesquisadores identificam uma bebida da Índia védica como sendo seu ancestral.

Para muitos, apenas conhecer sobre vinho é o suficiente, para alguns poucos, como você, que provavelmente é um dos meus – curioso de natureza – prefere conhecer tudo.

Da origem, história, como surgiu, quais povos o elevaram ao status de bebida essencial e como chegou ao vinho fino que hoje temos em nossas adegas, restaurantes e mercados.

Este artigo é pra você, que não se contenta com pouco e adora história e geografia. Veremos sobre o início da produção do vinho no mundo e como ele evoluiu com o tempo, até a criação desastrada do espumante e do “vinho queimado”, o Cognac. Tudo em nome da conservação do vinho. Espero que você adore ler tanto quanto eu adorei escrever.

– Marcos Marcon, Editor

Segundo Gautier, a bebida védica conhecida como Soma também era fermentada e utilizada em rituais religiosos, possivelmente produzida com o sumo da planta Asclepias acida com prováveis efeitos psicotrópicos; seu licor possuía o nome de Vena que, em sânscrito, quer dizer amado.

Da palavra Vena derivam quase todos os termos que identificam o vinho produzido de uvas viníferas nas línguas européias, por exemplo: do grego oinos, do latim vinus, do italiano e do espanhol vino, do alemão win, do inglês wine, do francês vin, do russo vino e do português vinho.

Os primeiros registros da produção de vinhos foram encontrados na região do Cáucaso e datam de cerca de 5.000 a.C., utilizando a vinha de origem da Vitis caucásica, com sua produção e consumo migrando, a seguir, para a Mesopotâmia e depois para o Egito, aproximadamente a partir de 3.000 a.C..

Após conquistar a Grécia, o consumo de vinho rapidamente avançou para o Ocidente, inicialmente na ilha da Sicília e sul da Itália e, a partir da expansão romana, para as terras gaulesas.

O mito e o vinho

Um mito, de acordo com Joseph Campbell em sua obra “O poder do mito”, é uma narrativa protagonizada por seres que encarnam forças da natureza e aspectos da condição humana.

O vinho não deixa de estar representado na narrativa mitológica das civilizações, nas quais constitui importante elemento da vida social e da produção econômica.

Na mitologia egípcia, o deus solar Rá é o responsável pela introdução do vinho, utilizando a bebida com a cor do sangue como forma de entreter a deusa Hathor, a qual desejava destruir a humanidade.

Como lembrança do feito de Rá, os egípcios ofereciam em liturgia o vinho em todas as festividades religiosas nas quais a efígie da deusa Hathor era homenageada.

Na mitologia grega, a vinha é uma dádiva de Dionísio, o herói helênico do vinho divinizado por ser filho de Zeus com uma mortal.

Na tradição grega, Hera, a esposa de Zeus, por ciúme do nascimento de Dionísio o enlouquece e ele dá início a uma peregrinação que o leva pelo Egito, Síria, Índia e Frígia, onde encontra a deusa Cibele, que o cura de seu mal.

Não por mero acaso, temos no trajeto de Dionísio a peregrinação das vinhas e seu cultivo e elaboração do vinho. Ao glorificar o mito de Dionísio e em honra ao deus são realizadas festas rituais, eventos nos quais a música e o vinho são os pontos centrais de uvas.

Para os romanos, a introdução do vinho é devida ao deus Saturno, ligado às sementes e às vinhas, sendo este costumeiramente representado utilizando uma foice e uma tesoura de poda, portanto representando a ceifa de grãos e o cultivo de uvas viníferas.

Para os gauleses também existe uma divindade associada ao vinho, chamado de Sucellus, representado por uma coroa de hera, portando uma tesoura de poda e um martelo.

O martelo de Sucellus é uma ferramenta especializada, o martelo dos tanoeiros, artesãos produtores do tonel de carvalho com aros, um grande recipiente de madeira para a armazenagem do vinho inventado pelos celtas.

Também a tradição bíblica apresenta o vinho como um dom divino (Gênesis 27,28). A Escritura relata que o vinho foi cultivado após o dilúvio por Noé, que era agricultor, logo após o encalhe da arca no monte Ararat, que fica no Cáucaso, entre os atuais territórios da Turquia e Armênia.

Já no início da Era Cristã a vinha é a personificação do Messias, pois conforme João (15,1), Cristo diz: “Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor”.

O vinho faz parte dos mitos e da religiosidade, oferendas de vinho puro ou misturadas a mel, leite ou mesmo água eram dedicadas aos deuses, procurando-se obter dádivas.

Portanto, a religiosidade encontra no vinho uma forma de expressão, que eleva os espíritos humanos ao encontro do divino, utilizando ainda uma série de rituais para compor a relação do crente ao deus ou deuses.

A civilização do vinho

O vinho também era um importante item da alimentação para os egípcios, como registrado nas gravações encontradas em templos, nas quais se pode observar o cultivo e cuidado com as vinhas e o preparo da bebida.

Também a arte mortuária egípcia evidencia a importância do vinho, quando dentre os restos das oferendas aos mortos são encontradas ânforas de vinho.

Além disso, há registros nas paredes de tumbas e de mastabas (túmulos em formato retangular, que precedem as pirâmides).

O ritual de mumificação, preparando o embalsamento dos corpos das pessoas de maior posse econômica utilizava o vinho como componente de importância, de acordo com registro efetuado por Heródoto.

Ainda que a bebida popular do Antigo Egito fosse a cerveja, cuja produção é muito mais barata e rápida, o vinho era consumido por uma elite econômica e social, sendo costume que as ânforas apresentassem registros de seu conteúdo tal como hoje, especificando dados da bebida, como local de produção e nome do vinicultor, o que permitia um controle do consumidor sobre o produto.

Outra cultura da Antiguidade na qual o vinho possui destaque diferenciado está relacionada à Grécia e, para um grego, a noção de civilização será inseparável da videira e do seu produto mais nobre.

Na Grécia Antiga, o jantar costumeiramente acontecia ao cair da noite, sendo dividido em duas partes.

Iniciava o jantar o ato da refeição, o comer, seguido do simposion, cuja tradução literal significa “reunião de bebedores”, uma ocasião na qual os cidadãos firmavam laços de solidariedade e afeição mútua, por meio de conversas sobre os mais diversos temas, desde filosofia a mexericos do momento, apresentações musicais e declamação de poesias.

Em regra, a bebida era servida em três recipientes distintos, sendo costumeira a mistura com água, na proporção determinada pelo dono da casa na qual estava sendo realizada a reunião, portanto as discussões poderiam ser um tanto mais aquecidas conforme a mistura final privilegiava maior proporção do vinho e não da água.

Vinho em Festivais Religiosos: Roma

Durante os festivais religiosos não existia tal cuidado, em especial nas celebrações em honra a Dionísio, quando não existia limite para bebidas alcoólicas, em especial o vinho, presente do deus.

]Nos banquetes privados o consumo de vinho era obrigatório, anda que com restrições sociais aos excessos, é conhecida uma passagem de “O banquete”, de Platão, relatando a chegada de Alcebíades bêbado ao evento quando Sócrates ironiza a condição do recém chegado.

A Roma cabe os créditos pela ampliação dos horizontes do consumo e popularização do vinho na Antiguidade. A expansão militar romana fez com que as legiões levassem aos confins do Império a língua, hábitos e costumes dos conquistadores, dentre os quais a bebida fazia parte.

A rede comercial, amparada pela segurança da Pax Romana, utilizava estradas e vias marítimas para a realização de trocas comerciais entre as regiões do império e de seus vizinhos.

O pagamento de tributos dos povos conquistados fazia fluir à cidade de Roma grandes somas em metais preciosos, bem como produtos em espécie.

Para os romanos, ao contrário dos egípcios, o vinho não era um produto voltado ao consumo de uma elite econômica ou casta social; tratava-se de bebida popular por excelência, podendo ser usufruída na residência ou em tavernas e compunha a alimentação padrão dos cidadãos e escravos, acompanhado por azeita de oliva, pão e carne de porco.

Havia vinhos com diferentes padrões de qualidade, controle de origem e, portanto, de preço. As formas de consumo da bebida eram diversas, a mais comum era tomá-lo puro, contudo, imitando os gregos, não era excepcional o uso do “corte”, ou seja, acrescentar água, diluindo o produto e mantendo seus consumidores um tanto mais sóbrios.

 O costume do envelhecimento do vinho começa a dar seus primeiros passos, e Plínio no século II a.C., registrava que os romanos possuíam predileção por vinhos envelhecidos. 

A bebida de melhor qualidade era armazenada em equipamento de origem celta, o tonel de carvalho, para que pudesse ser envelhecido.

Posteriormente, o vinho era retirado dos tonéis e transferido para ânforas, cujas tampas eram seladas, registrando informações sobre a qualidade do produto, sendo essa a maneira mais comum de transportar vinhos na Antiguidade.

A armazenagem e o transporte de vinho por meio de ânforas, envolvidas em palha para proteção contra choques, permitiu a expansão do comércio do vinho, implantando o hábito de seu consumo em regiões nas quais o produto ainda não era reconhecido, sendo um importante fator do estabelecimento da cultura do vinho na Gália.

Se durante muitos séculos a Itália foi o centro de referência da produção de vinhos no mundo romano, a expansão das videiras pela Gália representou a conquista de territórios muito propícios ao desenvolvimento das videiras, contribuindo para transformar os gauleses em grandes apreciadores, produtores e consumidores do produto.

A cultura celta contribuiu para o desenvolvimento do vinho por meio da utilização de tonéis de carvalho para a armazenagem da bebida e, em breve, foi descoberto que o vinho sofria uma misteriosa transformação se assim armazenado, passando a possuir sabor mais agradável e de transporte mais seguro que as ânforas.

A plantação de videiras na Gália seguiu o eixo dos vales dos rios Ródano e Saône e dos rios que vão de Narbona a Bordeaux, onde a questão da facilidade do transporte oferecida pelos rios encontrou terras que possuíam características especiais para o cultivo das videiras, formando regiões especializadas na viticultura e produzindo vinhos que nos dias de hoje obtêm amplo reconhecimento pelos consumidores.

 Podemos até mesmo identificar aqui o nascimento do conceito de terroir, ou seja, o terreno definido em função de sua produção agrícola, em especial na produção de vinho (mas também podendo ser aplicado à produção de queijo). 

Com o fim do Império Romano no Ocidente, a tradição de produção de vinhos, sua cultura e o cultivo das vinhas foram mantidos pelos leigos e também pelos monastérios.

Certas ordens religiosas, como os cistercianos e os beneditinos concediam a seus monges o direito, explícito nas ordenações, do consumo de vinho, além do que o comércio do produto rendia impostos, em espécie ou não, que ampliavam a renda dos monastérios e abadias.

Ao longo de todo o período, ainda que as condições de segurança para o trânsito comercial fossem precárias, o mercado de vinhos não sofreu estagnação, inclusive tendo sido ampliado na França, que acaba por constituir-se na principal região produtora do Ocidente.

O avançar dos séculos fez com que o desenvolvimento comercial e capitalista contribuísse para a ampliação da indústria vinícola e do consumo do produto.

A criação desastrada do Champagne

Não foi pequena a contribuição para a expansão dos mercados dada pelos vinhos espumantes, em especial pela predileção de Luís XIV por vinhos produzidos na região francesa de Champagne.

Mais sobre a história da criação e cultura do Champagne você encontra nesses dois artigos:

E a imitação pela corte de Paris dos hábitos do rei fez com que tal produto obtivesse como que uma cerificação de qualidade, dando origem à noção de regiões produtoras especializadas e restritas, nas quais os produtores defendem com todas as suas forças seus privilégios de origem.

Tal fato está refletido nos dias atuais nas condições de negociação da Organização Mundial de Comércio (OMC), com denominações de origem controlada, segundo a qual apenas o vinho espumante produzido na região francesa citada pode ser identificado como champagne.

O comércio internacional dominado pelos holandeses no século XVII foi determinante no desenvolvimento de novo produto da indústria vinícola.

Como o vinho deteriorava em cerca de um ano de armazenagem e o custo do frete era um empecilho para o comércio de longas distâncias, os mercadores holandeses foram criativos e procuraram reduzir a presença de água no vinho, como forma de redução do peso total a ser transportado.

 A solução encontrada foi a destilação do vinho, extraindo a água e reduzindo o volume da bebida, para chegar ao destino; a idéia era apenas agregar água e recompor o produto original. 

O líquido resultante da destilação foi denominado de brandwijn, literalmente vinho queimado, porém ao ser provado demonstrou ser uma bebida agradável e que, quanto mais tempo ficasse armazenado nos tonéis mais saboroso se tornava.

Da palavra brandwijn deriva o termo pelo qual a bebida é hoje conhecida: brandy e consolidando-se como uma nova bebida assumiu o nome da região na qual o vinho original era produzido, a região de Cognac.

A passagem do século XIX trouxe um grande desafio à indústria vinícola. Com o constante aumento da demanda por produtos de qualidade, em um mercado cada vez mais amplo e complexo, a produção enfrentou o desafio da modernização de métodos preocupada, contudo, com a manutenção da qualidade do produto.

A primeira obra moderna da viticultura, o “Traité sur La vigne”, foi escrita em 1801 por Jean-Antoine Chaptal, ministro de Napoleão Bonaparte, seguida, em 1816, por André Julien, com sua “Topographie de tous lês vignobles connus”, divulgando conceitos que foram incorporados à vinicultura e a terminologia utilizada pelos produtores e pelos mercados passa a ser utilizada de forma a identificar a cultura do vinho, apropriada por parte dos consumidores, como elemento de identificação de grupo social distinto.

A filoxera mudou a história do vinho no mundo, dizimando vinhedos na Europa.

Quando parecia que a cultura do vinho estava em seu apogeu, a vinha européia e, em particular os vinhedos franceses, foram contaminados por uma praga, a Philloxera vastatrix, na verdade um pulgão que parasita a videira, ocasionando a perda do fruto antes de sua maturidade.

A praga, ao longo de três décadas a contar de 1860, contaminou todas as regiões produtoras francesas, e ampliou sua atuação pelos vinhedos europeus, pois os métodos tradicionais de controle foram pouco eficazes.

A praga expandiu-se pelas regiões produtoras européias da Itália e da Espanha, e a única região produtora significativa que não foi contaminada pela praga foi a chilena, protegida pela barreira andina e pelo deserto do Atacama.

As soluções preconizadas à época previam a pulverização dos vinhedos com soluções químicas para eliminar a praga, mas com o risco de contaminação dos terrenos e dos vinicultores, ou a erradicação dos vinhedos, substituíram-se as videiras européias por videiras americanas (resistentes ao pulgão) enxertadas com videiras européias.

A alternativa seguida foi a da extirpação e a eficiente política sanitária permitiu a recuperação da indústria na Europa.

Já no início do século XX, as fronteiras de produção vinícola não eram restritas à Europa; novas regiões produtoras, como a Austrália, África do Sul e América do Norte entravam em cena, junto com a Argentina na região de Mendoza.

A produção do vinho expandia-se em função de um contínuo acréscimo da demanda, voltada quer para a exportação, quer para o consumo do mercado interno e, como consequência, surgiu a necessidade do desenvolvimento de mão de obra especializada, não apenas para o manejo nos vinhedos, mas também para a comercialização e venda varejista.

E então, gostou do nosso resumão especial sobre a história do vinho em uma única postagem? Diga pra gente nos comentários! 🙂

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